terça-feira, 31 de março de 2015

Passado e presente se fundem (Vanessa)

Minha sogra e eu estávamos sentadas no sofá conversando, quando me fez uma pergunta que me intrigou:
- O Zac já te contou o que aconteceu com ele quando era mais novo?
- Não, o quê?
- Ele não contou pelo visto. Zac ficou fechado assim, depois de tudo...
- Tudo? Do que a senhora está falando? - franzi a testa.
- Eu vou contar, mas espero que não fique chateada...
- Claro que não! Vou ficar, se não me contar!
- Bom, o Zac tinha uma namorada muito mais velha que ele quando ainda era cadete. Ela tinha já uma filha de outro homem e tentou convencê-lo de que engravidou dele, mas não era verdade...
Eu senti meu coração disparar. Josh! Josh! Ele era o Josh! Eu não sabia se ficava triste ou feliz por saber que Josh não era completamente mentira.
- Zac me contou sim sobre isso. - falei, sem explicar que fora usando um disfarce. - Mas... - hesitei. - Ele tentou se matar mesmo? - quis conferir isso.
- ... - virou o rosto para o lado, precisando de um tempo.
- Se não quiser me contar... - tentei ser educada, mas queria que falasse.
- Era um domingo. Zac me ligou e disse: “Mãe, antes de vir para casa, passa no supermercado e compra para mim refrigerante”. Eu não contestei, fiz o que me pediu. Lá do supermercado, liguei para ele de novo para perguntar se queria zero. Mas o telefone não atendia mais...
Os olhos da minha sogra se encheram de lágrimas e os meus, também. Ela ficou mexendo no anel do dedo.
- Quando abri a porta de casa, não ouvi barulho de música, só o silêncio. Você sabe que Zac vive para tocar aquele violão, né? - continuou a contar, por alguma razão tinha necessidade de me passar todos os detalhes. - Eu abri a porta do seu quarto e o vi deitado de bruços.
Minha mente vislumbrava a cena perfeitamente. Eu nunca vi “Josh” tão vivo como agora, sendo narrado pela voz da minha sogra. Entendi porque havia ligado para pedir o refrigerante, ele queria atrasar a mãe para que ela não o impedisse de fazer o que pretendia.
- Eu caminhei na direção da cama e passei a mão em sua cabeça. Ele não se mexeu. Olhei para o vidro de comprimidos que eu tomava na cabeceira da cama. Zac estava babando no travesseiro. Era o meu filho... O meu filho! - ela repetiu aquilo com uma dor quase aguda.
Lembrei-me da frase de Josh em um dos emails: “Pense que eu poderia ter morrido e você não ter me conhecido”.
Se Zac tivesse conseguido se matar, ele não teria entrado na minha casa para me levar ao hospital. Nem teria me livrado dos homens que vieram cobrar o dinheiro do meu padrasto.
- Eu virei ele de lado e o abracei. Passei as mãos no seu rosto gelado. Ele era um garoto maravilhoso, o melhor filho, o melhor amigo, o melhor tudo. Não duvido que está sendo o melhor namorado para você...
Abaixei meus olhos. Eu tinha feito tanto mal a Zac esses dias e ele ali, cuidando de mim.
- Coloquei-o no carro e entrei na emergência, gritando feito louca: “Salvem o meu filho”! Eles fizeram uma lavagem e conseguiram reverter os efeitos.
- Não posso acreditar que Zac tentou se matar. Ele é tão forte, tão firme, tão resoluto em tudo...
- Eu sei, minha querida, mas ele era diferente. Mais doce, ingênuo... Aquela mulher acabou com o meu garoto. Destruiu a vida dele! Eu disse, quando acordou no hospital: “Agora você tem uma vida nova”. Claro que ficariam sequelas, não físicas, mas emocionais. Zac começou um tratamento psicológico e também adquiriu uma insônia forte.
- Por isso que começou a tomar remédios para dormir? - perguntei, montando o quebra-cabeça.
- Sim, por causa daquela “mulherzinha”. Ainda bem que arrumou outro homem e o deixou em paz. Eu fico feliz que Zac esteja bem agora. Ele me ligou semana passada, disse que tinha encontrado uma garota muito legal... - deu uma tapinha na minha mão.
Sorri.
- A senhora acha? Somos diferentes...
- Nessa, eu não me importo que sejam diferentes, eu só quero alguém que faça o bem ao meu filho. É o mínimo que uma mãe pode pedir.
- Ele te disse que está feliz comigo? - perguntei.
- Nem precisa. Olha o jeito que ele cuida de você! Nessa, você tirou a sorte grande, não é porque é meu filho, não!
- Ele é uma boa pessoa...
- Você o ama? - perguntou-me.
- Eu preciso responder?
- Não, eu vejo como você olha para ele também.
- Eu? - apontei para o próprio peito e ri.
- É. Ele estava almoçando ontem e você não parou de ficar admirando-o.
- Eu?! - ri mais alto. - Jura?!
- Nessa... - segurou minha mão. - ... O Zac se preparou para aquela mulher. Ele aprendeu a tocar violão, aceitou ser mais velha, fez tudo! Só que não era para ser, não era! E veja: a vida trouxe meu filho e te deu assim... de mão beijada!
- É. - tive que concordar.
Zac abriu a porta da sala e Jachary veio recebê-lo com pulinhos. Ele abaixou e afagou a cabeça do meu cachorro.
Parecia que eu via tudo em câmera lenta. Enquanto as peças se encaixavam na minha cabeça, eu olhava Zac sorrindo e brincando com Jachary.
Ele se fez de Josh para reviver uma época passada. Eu tive a oportunidade de conhecer o Zac antes daquele incidente e me apaixonei pelo Zac que sobrevivera. O Josh que eu tinha tanta curiosidade de conhecer estava a todo tempo comigo.
Refleti sobre a dor de Zac em ser traído pela namorada que amava, depois descobrir que o filho não era seu. Vi na minha cabeça sua imagem deitado na cama, nos braços de sua mãe. Era a própria escultura La Pietá, de Michelangelo.
“Pense que eu poderia ter morrido e você não ter me conhecido”...
Eu confiei naquele cadete para contar todos os meus medos e ele estava dentro do Zac. Era incrível!
Agora, era um capitão. A mágica do tempo fez o relógio girar muito rápido e o trouxe para mim, muitos anos depois!
Zac inclinou-se para beijar a mãe no rosto e pedir sua benção.
- E a Nessa, não vai merecer um beijo? - minha sogra perguntou.
Ele olhou-me nos olhos e se inclinou.
Não poderia negar, por mais que eu tivesse que escolher Zac e deixar Josh na posição de amigo, eu queria estar perto do meu amigo virtual para sentir como seria. Pronto, lá estava Josh, prestes a me beijar.
Fiquei imóvel, apenas entreabri os lábios para receber seu beijo.
(...)
Minha sogra foi embora e novamente eu tinha meu quarto. Só que sua presença mudara tudo. Eu agora sabia a verdade sobre Zac e Josh. Aquilo estava me angustiando. Levantei-me da cama e tomei uma decisão. Precisava falar-lhe.
- Zac? - entrei no escritório e parei na frente da sua mesa.
- Que foi? Vai fazer algum número circense? Não tenho tempo para suas palhaçadas infantis.
- Não era mentira.
Ele parou de escrever, mas não me olhou, apenas ficou segurando a caneta.
- Você queria que a gente vivesse em dois tempos. Ao mesmo tempo em que eu era o seu presente, me fez entrar no seu passado.
- Minha mãe te contou? - continuou me ignorando.
- Tudo. Eu vou responder a sua pergunta. Como teria sido se você tivesse morrido? Eu não sei. Mas com você, certamente foi melhor do que qualquer outra possibilidade. Me perdoe, se eu vou te dizer isso... Mas eu me compadeci com a sua dor e queria te abraçar quando me contou a sua história. Eu não podia ter gostado, mas... eu te amei de duas maneiras, sem saber. Na forma Zac e na forma Josh. Um era amor carnal e o outro, amor fraternal. Eu estava lá no seu passado. Ninguém vai entender o que estou dizendo, não tem lógica alguma... - ri de mim mesma. - Mas eu estava lá com você.
Zac levantou os olhos e me olhou em cheio.
- Desculpe, desculpe... - andei para a porta e sai.
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Hiii girls :D
Gente!! To chocada!! O Zac passou por tudo de verdade mesmo o que o "Josh"
havia dito pra Vanessa!! 
Espero que com essa revelação as coisas continuem calmas e eles se acertem
rapidamente neh!?
Se amanhã de manhã quando vir aqui e estiver no minimo 2 comentários posto dois 
capítulos amanhã 1 antes das 10h e o outro quando o 1º capítulo de amanhã 
atingir o minimo de comentários!!
Então... comentem ai!!
Obrigada pelos comentários
E até mais girls!!

segunda-feira, 30 de março de 2015

Sem razão, em suas mãos (Zachary)

Eu estava ansioso para falar com o meu superior sobre o novo projeto em que eu estava trabalhando. Tinha que mostrar-lhe o quanto me empenhara. Senti-me como um mero aluno cheio de medo de tudo sair errado.
Aguardei, apreensivamente, a hora em que eu seria chamado até sua sala. Levei comigo meu laptop e revisei mentalmente todos os meus argumentos.
- Bom dia! - ele me cumprimentou e disponibilizou sua mesa para que eu pudesse ligar o meu computador.
Conectei os fios e iniciei a máquina. Nesse momento, alguém bateu à porta e ele foi atender.
Quando olhei para a área de trabalho, senti um calafrio percorrer todo o meu corpo. O que fazia um poster do filme Brokeback Mountain escrito “Amor eterno” ali?
Aquilo tinha a mão de Vanessa!
Já pensou se ele tivesse visto isso? Certamente, algum anjo bondoso me safara desta! Cliquei com o botão esquerdo do mouse em “Propriedades” para procurar qualquer pano de fundo tosco que substituísse a foto dos dois cowboys gays. Eis o meu segundo choque. Onde estavam as imagens de praia, pôr-do-sol e flores? Só havia ali fotos de homens que pousaram para a G Magazine! Rolei a barra e vi imagens minhas fardado e com desenhos caricatos feito no Paint, que me acresceram brincos e chapéu rosa.
Para minha salvação e por ordem divina eu tinha imagens salvas em uma pasta. Cliquei em “procurar em outro diretório”... Cadê elas?! Só havia ali as fotos daqueles homens melados de óleo naquelas posições?!
Vanessa estava condenada a pagar um preço muito alto até as próximas gerações!
Ela não teria sido capaz de apagar as imagens de trabalho, apenas deve ter realocado a pasta, raciocinei com sua cabecinha de peralta. Cliquei no comando “Procurar arquivos” do Windows e consegui achar uma imagem de um treinamento para substituir aquela do “Amor
eterno”.
Eu já podia vê-la de madrugada se divertindo com o meu computador. Como ela adivinhara que minha senha de login era seu nome?! Eu sou um imbecil!
- Tudo pronto aí? - ele me perguntou.
- Claro. - passei a mão na testa e senti que estava suando.
Comecei a mostrar-lhe os slides. Ele me pareceu bem interessado e surpreso com a minha organização e profundidade no estudo.
- “O meu bumbum era flácido / mas esse assunto é tão místico / devido ao ato cirúrgico / hoje eu me transformei...” - ouvimos a música dos Mamonas Assassinas em formato mp3 partindo de algum lugar.
Eu fechei os olhos e torci para ser uma alucinação.
- “O meu andar é erótico / com movimentos atômicos / sou uma amante robótico / com direito a replay / Um ser humano fantástico / com poderes titânicos / foi um moreno simpático / por quem me apaixonei...”
- Desculpe, Senhor. - pedi e comecei a procurar, na minha maleta, meu celular.
Onde estava aquela porcaria? Achei!
- “Hoje estou tão eufórico / com mil pedaços biônicos / ontem eu era católico / Ai, hoje eu sou um GAAAAAAAAAAAAAY!!!!!”
- Alô?
- Oi, meu filho. A Vanessa disse que eu podia te ligar agora que não tinha problema.
- Eu estou em uma reunião muito importante.
- Ah! Desculpe, então. Mas está tudo certo para hoje?
- Hoje, o quê? - passei as mãos na testa, eu senti que minha temperatura subira vertiginosamente.
- Ora, você deixou um bilhete dizendo que adoraria visitar os pontos turísticos do Rio de Janeiro, hoje, comigo. Eu fiquei muito feliz porque vim de avião até aqui e acho que...
Hoje era meu futebol com os amigos! Vanessa sabia o quanto aquilo era um ritual sagrado!
- Mãe, eu ligo para a senhora mais tarde, ok? Beijos.
Desliguei o aparelho e o meu superior ainda estava me olhando. Eu quis abrir a porta e sumir!
- Coisas do meu sobrinho, ele estava brincando com o meu celular... - expliquei-lhe e o desliguei, antes de mais uma surpresinha.
Quando cheguei em casa, eu não via nada, era um homem à beira da loucura. Procurei-a e fui encontrá-la deitada em minha cama deitada, lendo uma revista.
- Você saiu de todos os limites, Vanessa! - gritei, mas não pareceu nem um pouco afetada.
Arranquei-lhe os fones do ouvido.
- Aiê, meu brinco! Quer arrancar minha orelha?! - gritou comigo com a mão na orelha.
- Não, eu quero arrancar sua cabeça mesmo!
- Que foi? Vão te processar por preconceito! O amor entre iguais é tão bonito.
- Vanessa, você sabe o quanto uma farda é uma honra? Você sabe o quanto amo esse país, amo o meu trabalho e daria minha vida por isso aqui? - apontei para minha roupa. - Eu perdôo até o Robocop gay, mas não aquelas brincadeiras com as minhas fotos.
- Ah, Zachary você nem tem senso de humor. - ela levantou-se da minha cama e caminhou para o seu quarto.
Segui-a. Eu estava alucinado!
- Realmente, eu não tenho senso de humor! - arranquei da parede todos os posteres e comecei a rasgá-los. Estava enfurecido, fora de mim!
- Eu te odeio, Zachary! - ela segurou os meus braços, mas não precisou de muita força para afastá-la.
- Você é uma grande decepção, você é uma...
- Gente, o que está acontecendo? - ouvimos minha mãe tentar girar a maçaneta da porta.
Vanessa puxou o meu rosto para ela e beijou-me. Eu não entendi como ainda podia brincar assim. Era sua vingança por ontem. Puxou-me a cabeça mais para baixo e fechou os punhos na manga da farda.
- Nossa, desculpe... - minha mãe chocou-se com a cena do beijo efusivo. - Eu jurava que vocês estavam brigando.
- Que isso?! Nós? Nós nos amamos. - Vanessa sorriu e abraçou-me, angelicalmente.
- Ah! Tudo bem... - Minha mãe ainda parecia confusa. - Zac, eu não sei o que aconteceu. Tentei ajudar e coloquei suas fardas na máquina, mas aconteceu uma coisa...
- O quê? - olhei diretamente para Vanessa a fim de captar se tinha algo a ver com isso.
- Eu separei suas fardas, mas não sei... Talvez eu não tenha visto...
- Mãe, o que têm as minhas fardas? - tentei encontrar uma voz calma.
- Eu juro que não sei como uma blusa vermelha sua que solta tinta foi parar no meio. Agora suas roupas estão todas cor de rosa!
Vanessa abaixou a cabeça, abraçou-se à revista e passou por nós com o ar mais cândido possível.
(...)
À noite, eu sentei no colchonete e comecei a ler meu livro. Vanessa já estava deitada. Virei a página e a olhei encolhida com as mãos sobre o ventre. Voltei a concentrar-me na leitura. Ela rolou para o outro lado e não demorou muito para voltar à posição anterior.
- Ai... - abafou o rosto no travesseiro.
Deveria ser mais uma de suas brincadeiras. Fingi que estava alheio ao seu fingimento de dor.
- Zac... - ela chamou-me e eu levantei os olhos do livro. - Eu não estou aguentando...
Larguei o livro e levantei-me.
- O que está acontecendo? - pus as mãos na cintura, em pé ao seu lado.
- Estou com muita cólica...
- Que remédio você toma?
- Acabou... - começou a soluçar. - Compra para mim?
- Agora? As farmácias já fecharam!
- Deixa... - ela continuou encolhida.
Voltei a me sentar, não tinha certeza se ela queria me fazer ir a rua aquela hora por pura diversão. Eu não conseguia vê-la rolando de dor.
- Qual o nome do remédio? - levantei-me vencido.
Quando retornei da farmácia 24 horas, Vanessa já estava enlouquecida de dor. Suas lágrimas escorriam do rosto. Tomou o comprimido com o copo de água que lhe trouxera.
- Só isso resolve?! - perguntei, tentando mostrar frieza.
- Sim. Vai fazer efeito.
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Helloo girls :D
Gente o que foi aquilo!? GAY!? kkkkk essa Vanessa realmente não presta!!
Eu gostei desse beijo deles apesar de ter sido um pouco fingimento neh!?
E esse momento cut do Zac preocupado com a Nessa?? ♥___♥
Comentem ai!!
Obrigada pelos comentários
E até mais girls!!

domingo, 29 de março de 2015

Guerra declarada (Vanessa)

Eu estava tão triste. É doloroso quando nossos heróis morrem. Até ontem eu tinha o Zac como o cara perfeito e agora, só o que me restava lembrar era sua “versão Josh”. Por sua vez, aquele amigo para quem eu contava tudo morrera, na verdade nunca existira.
Ouvi o barulho da impressora engasgada com papel. Levantei da cama e tentei arrancar o papel preso entre os rolos que moviam as folhas. Será que Zac nunca aprendera que não se deve imprimir mais que 10 páginas por vez para não danificar a máquina?
- Nessa... - ele entrou no quarto e veio rápido em minha direção.
- Vê aí onde seu trabalho parou de imprimir que entalou na impr...
- Depois eu vejo isso... - ele cortou-me. - Vou te apresentar a uma pessoa, por isso, toma um banho, coloca uma boa roupa e... te espero lá na sala! - deu dois passos de costas e depois saiu com a mesma pressa que entrou.
Eu nem tive tempo de lhe dizer que não estava disposta a conhecer ninguém, só queria continuar deitada na minha cama. Ele que se virasse com qualquer desculpa, sei lá, que eu estava com uma doença infecto-contagiosa. Mas, pensando bem...
Sentei-me. Cerrei os olhos, arquitetei. Se ele estava tão preocupado assim com a minha aparência, é porque considerava importante. Logo, se eu aparecesse bem bagunçada, ele ficaria irritado. Quem estaria lá? Algum dos seus amiguinhos poderosos?
Pus as mãos na cintura e parei na frente do espelho. Espalhei bem o cabelo para parecer que eu não o penteava por anos. Abaixei a alça da blusa, tirei os brincos e o cordão.
- Nossa, Nessa, parece que você acordou agora! - dei um risinho.
Caminhei em direção a sala. A nossa guerra estava prestes a começar.
- Oi! - disse e Zac, que estava em pé, abriu a boca em desespero.
A mulher sentada no sofá virou a cabeça para trás e me olhou dos pés a cabeça.
- Então, você é a tão falada Vanessa? - ela levantou-se e veio em minha direção.
Ela me pareceu ter cinqüenta anos, mas era uma senhora bem cuidada. Tinha o rosto maquiado com blush, batom vermelho e sobrancelhas pintadas com lápis de olho. Vestia uma calça lilás colada ao corpo, o que lhe acentuava os largos quadris. Os brincos, o colar e as pulseiras da mesma cor da calça, tão espalhafatosos, quanto sua sandália alta brilhante.
- E você é...? - apertei sua mão.
- Sua sogra. Starla.
Eu olhei para Zac, imediatamente. Como ele não me avisara que ela viria nos visitar?
- Acho que peguei vocês dois de surpresa. Isso porque o besta do meu filho não atende a pobre mãe! - ela reclamou e Zac atrás dela revirou os olhos e levou a mão ao rosto.
- A senhora vai ficar aqui com a gente? Oh, que ótimo!
- O Zac disse que vocês têm um quarto a mais, espero não atrapalhar.
- Não! Que isso, imagina...
- Eu estou com sede.
- Eu vou buscar água para a senhora. - disse-lhe e já no corredor pude ouvir um “Que gracinha sua namorada”.
Zac entrou na cozinha enquanto eu despejava água no copo.
- Ela também me pegou de surpresa. - ele tomou o copo para si e engoliu tudo de uma vez.
- Eu tenho uma so-gra? Então, deixa eu ver se eu entendi. Você falou para ela que estamos juntos e felizes? A gente vai fazer teatrinho para ela também?
- Olha, Vanessa, nós estamos brigados, ok? Mas se você guarda qualquer restinho de consideração e agradecimento...
- Isso é golpe baixo!
- Por que você não se arrumou?
- Zachary?! Se enxerga!
- Vanessa... - ele me pegou pelos dois braços. - Não sabe o que estou fazendo com o meu próprio orgulho para ter que te implorar, por favor, por favor, Vanessa, eu não quero que minha mãe pense...
- Que eu te faço infeliz?
- Só por uns dias!
- E como vai ser a história do quarto? - cruzei os braços.
- Bom, não posso colocá-la no sofá.
- Eu é que não posso dormir na cama com você.
- Ah! Claro, então, eu durmo com a minha mãe e você no seu quarto?
- Lógico!
- Mas aí vai parecer que não dormimos juntos.
Foi minha vez de beber água. Parei com o copo na altura dos seios e olhei para Zac.
Fingir que estávamos bem? É, eu precisava beber uma coisa mais forte que aquela água.
Enchi mais um copo para minha magnânima sogra.
- Você vai pagar caro! - encostei com o dedo em seu peito, fitando-o nos olhos e voltei para a sala.
Fui até o quarto e troquei os cartuchos da impressora por um vazio que eu tinha guardado e joguei-me na cama para ver meu seriado na televisão do quarto.
- Isso não estava cheio? Eu juro que vi o cartucho pela metade... - ele resmungou e olhou para o relógio.
- Vanessa, você mexeu aqui?
- Não! - troquei de canal com o controle-remoto apontado para a tela.
- Você acha que isso é trabalhinho de 2º grau?! Me dá a tinta!
- Já disse que...
- Ok, você quer guerra? Vai ter guerra!
Ele saiu do quarto e eu o acompanhei com os olhos. Menos de meio minuto depois apareceu com um alicate.
- Acho que você vai perder seus programinhas.
- Não! - pulei da cama, antes que ele arrancasse o fio da televisão. - Não! Por favor, Zachary!
Ele tirou o fio. Eu não podia acreditar naquilo. Agora que eu não dava a tinta mesmo.
- Vanessa, eu não estou de brincadeira! - puxou-me pelo braço e meu cabelo voou no ar, batendo no meu rosto.
- Não dou.
- Ok. Você vai se arrepender... - ele me soltou e eu caí sentada na cama.
Zac pegou as folhas já impressas e algumas em branco. Tirou o Cd do drive.
- Alguns dias em off do seu facebook vai te fazer lembrar quem é que é mais forte! - disse-me e tirou o fio do telefone do computador.
- Não, Zachary, eu te dou o cartucho. Sem Internet, não! - corri para impedi-lo.
- Vamos ver quem é mais forte! - falou bem perto do meu rosto. - Eu vou imprimir na casa do Michael. Faça agora uma janta para minha mãe. E não se meta a engraçadinha!
- Vou servir sopa de minhoca com pedaços de barata! - disse alto e ele tampou minha boca com sua mão e me encostou-se à parede.
- Não sou tão bonzinho assim, garota!
- Zac... - ouvimos a voz da sua mãe no corredor.
Ele destampou minha boca e, inesperadamente, me surpreendeu com um beijo.
- Ouh! Desculpe interromper. - ela parou na porta.
Zac afastou-se e me olhou com toda a tensão no olhar. Ainda podia sentir os seus lábios quentes nos meus.
- Acabou a novela mãe? - perguntou.
- Não, na verdade vai começar mais tarde. Último capítulo, sabe como é: fazem aquele suspense para revelarem o verdadeiro assassino. Eu posso tomar um banho?
- Claro, a Nessa vai lhe dar toalhas. - Zac delegou-me a tarefa e saiu.
- Para onde ele vai? - ela me perguntou.
- Para o quartel, seu filho tem duas paixões. O quartel e...
- Você? - ela completou antes de mim.
- É. - menti, na verdade ia dizer “ele mesmo”.
À noite, fui expulsa da minha cama para ceder lugar à minha sogrinha. Aquilo só poderia ser uma condenação por tudo que aconteceu naquela tarde. O universo estava conspirando contra mim!
- Eu vou dormir na cama com você?
- É. - ele respondeu, sem tirar os olhos do livro que tinha aberto no colo. - É bem grande para os dois. Não se preocupe, não vou ter vontade de tocá-la.
- Eu não quero deitar na cama contigo. Isso eu posso exigir. - abracei-me ao travesseiro que eu trazia contra o peito.
- Tudo bem, posso pegar aquele colchonete do acampamento e vo-cê dormir no chão.
- Eu? E de quem é a mãe?
- Você tem escolha. Pode dormir aqui ou no chão. - ele repetiu.
- Se não quer cooperar, tudo bem. Tem certeza disso? - larguei o travesseiro na cama.
Zac continuou me olhando, sem saber do que eu era capaz.
- Sua mãe é conservadora? Não, deixa eu lembrar, você disse que ela era bem moderninha...
Pus as mãos na cintura, olhei para o teto. Preparei-me. Zac voltou a olhar o livro.
- Ai, Zac! Vaiii. Isso aíiiii, ãnhhhh, amoooor!!! - comecei a imitar o maior orgasmo do mundo.
- O que você está fazendo, sua louca?!
- Aiiiiiiii, meu deus, aeeeee...
- Para com isso! - pulou da cama.
- Amor, não para, não para, meu deus, aeeehhhhh, hummm...
- Ok! Eu durmo no chão! - ele abriu a porta do quarto para pegar o colchonete.
Eu me deitei no meio da cama de bruços, sorri e fechei os olhinhos.
____________________________________________
Oiiii girls :D
Ainda bem que não era a Sami que tava na porta neh!?
E sobre o resto do capítulo só tenho uma coisa a dizer: Essa Vanessa
não presta definitivamente! Só tem cara de santa mas de santa não tem 
nada!! Esse guerra parece que vai longe neh!? Será que com a Starla na casa com
eles as coisas não vão melhorar!? Tomara que sim!!
Comentem ai!!
Obrigada pelos comentários
E até mais girls!!

sábado, 28 de março de 2015

Tão próximos e tão distantes (Zachary)

Quando Vanessa entrou no escritório, estava com um olhar nunca antes visto em
seu rosto. Ela parou em minha frente e pôs as mãos na cintura. Esperei que falasse, eu já não tinha mais o que dizer, tudo dentro de mim havia se partido.
- Eu ainda fiquei lá sentada por um bom tempo... - sua voz estava sufocando um choro quase irrompido. - ...porque eu precisava acreditar que era mentira, que você não fez isso comigo. Mas não era. Era você!
Ela amassou a rosa na mão e atirou as pétalas em mim. Eu fechei os olhos, ainda mudo.
- Você não tinha esse direito! - gritou comigo.
- Eu também estou machucado.
- Ah! Está?! Pois eu vou te dizer o que não disse no email. Eu ia falar para você, seu Josh, que eu não posso ficar com você, porque eu amo o meu namorado e só quero ele. Que no máximo posso ser sua amiga e mesmo assim com uma distância segura!
Olhei para o lado.
- Só que você não existe, você é uma mentira! Uma grande men-ti-ra! Sabe o que significa ter inventado aquela história toda de noiva, Zachary? Que eu fiquei igual a uma babaca preocupada. E agora eu não me culpo mais porque qualquer um no meu lugar teria se compadecido. Você é um... um idiota!
Eu levantei e fui até a janela. Fiquei de costas para Vanessa.
- Não! Eu sou uma grande idiota. Por que eu não levei pela lógica? Só um militar poderia montar um personagem militar. E como você sabia que eu estava naquela sala de bate-papo da uol?
- Quando entrei no seu quarto, você estava lá... e eu vi no seu computador. Li seu nick e procurei em todas as salas. Pensei que eu pudesse te ajudar como um estranho.
- Eu fui ridícula. Não sabe o quanto estou me sentindo traída.
- Você me traiu, Vanessa. Porque eu amava só você. E você amava a mim e a ele.
- E agora eu não sei mais de nada.
Aquilo doía.
- Eu te amei tanto, Vanessa, que quis te ajudar a enfrentar esta nova fase. Era uma maneira de me aproximar. Eu não podia chegar tão perto, mas o Josh podia.
- Agora tudo está tão claro como um cristal! O Josh não estava no facebook porque não podia, mas porque você estava no campo... E eu pensando que sua noiva era um monstro e você o coitadinho. De onde tirou tudo aquilo? De um filme?
Engoli em seco.
- Zachary, você brincou com meus sentimentos.
- E você matou os meus.
- Quem começou foi você! - acusou-me.
- E você terminou da pior maneira possível.
- Eu vou embora.
- Não pode. Para onde? Com quem? Como?
- É, eu não tenho ninguém... Ah! - ela lembrou-se de uma coisa. - ... Por isso que não aconteceu entre a gente... - Vanessa engoliu em seco. - ... Você já sabia quando voltou do campo que eu não te perdoaria... Por isso não fez amor comigo?
- Eu não tinha esse direito.
- Que bom que alguma coisa na sua cabeça doente tem coerência. Realmente, eu não tenho para onde ir, mas estamos longe como nunca agora. Você conseguiu exatamente o reverso.
Eu ia chamá-la pelo nome, mas, antes disso, ouvi o estrondo da porta que batera.
O meu telefone tocou. Atendi.
- Zac, e o documento? Temos que discutir a pauta.
- Claro, vou fazer isso agora. - disse-lhe e desliguei.
Fui até o quarto de Vanessa, pois meu Cd ficara no drive. Bati na porta. Entrei. Ela estava na cama, de bruços.
Eu sentei-me na frente do computador e comecei a imprimir o arquivo de 200 páginas. O monitor entrou na tela de proteção com um relógio digital piscando. Pelo reflexo, eu podia ver Vanessa. Levei a mão à boca e bati meu pé, em tique nervoso, de baixo da mesa. Engoli uma,duas vezes em seco, mas as ondas de emoção arrebentavam contra meu peito.
As lágrimas começaram a descer. A campainha da porta da sala tocou. Verifiquei se tinha papel suficiente na bandeja de impressão antes de levantar.
Abri.
Meu coração quase parou.
O que fazia ali, na minha casa?!
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Oiiii girls :D
A coisa ta feia entre esses dois hein!?
E quem será que chegou hein!? Será que foi a Sami??
Se for ela ai sim o que é uma onda vai virar um tsunami que eu não quero
nem ver.... Tomara que não seja a Sami... E vocês quem acha que é na porta??
Comentem ai!!
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sexta-feira, 27 de março de 2015

Encontros e desencontros (Vanessa)

Eu não podia ir sozinha. Precisava de um apoio moral e também de uma pessoa que me desse cobertura. Por isso, escalei Ashley para aquela que seria a mais arriscada aventura: conhecer Josh, sem que Zac ficasse sabendo.
- Não quero ficar de vela! - ela resmungou logo que lhe pedi por telefone, mas cedeu depois que implorei.
Chegamos ao Centro da Cidade um pouco antes do horário estipulado. Uma hora da tarde.
- Acho que vou comprar pipoca. - ela disse, assim que viu a carrocinha na porta do Centro Cultural Banco do Brasil. - Quer?
- Não, estou removendo meu estômago. - passei as mãos no rosto, eu suava de ansiedade e medo.
- Nessa, o que vai dizer para ele?
- Eu vou dizer que quero conversar e só. Bem longe de mim. Logo de cara deixarei claro que tenho um namorado, que eu o amo muito e que jamais o trairia.
- É o melhor que tem a fazer.
- O Zac não vai ficar sabendo e eu espero ser esse um encontro puramente de amigos.
- E o que eu faço?
- Ora, vê a exposição. Ash, preciso ter alguém por perto.
- Claro, caso vocês se agarrem e os seguranças queiram levar os dois presos.
- Falo sério. Eu não vou fazer nada além de estender a mão. O Josh precisa se conciliar consigo mesmo. Não vou ser seu bote salva-vidas.
- Isso você chegou à conclusão agora? Que maravilha!
- Ok. Eu precisei arrumar meus sentimentos primeiro. Mas agora eu estou convicta que o que sinto pelo Josh é curiosidade, carinho, admiração. Pelo Zac é amor. Meu Deus, ele fez tudo por mim e estou apaixonada!
- Viu? Tudo tranquilo, agora come a pipoca. - ofereceu o saco.
- Não, estou nervosa mesmo assim.
Ashley e eu demos uma volta no térreo do centro cultural e sentamos em um banco abaixo da cúpula redonda de vidro.
- Acho que você está levando à vida muito a sério. - ela mastigou sua pipoca. - Ele é só um amigo, todo mundo tem amigo. Você namora o Zac. Quem namora pode ter amigo.
- Só que... e se o namorado não sabe do amigo?
- Isso é um pequeno detalhe.
- Mas um cisco no olho também é um pequeno detalhe e pode cegar.
- Que comparação horrível, hein? Nossa, nem quero pensar no papo de vocês...
- Ashley, vamos combinar tudo, ok?
- Lá vem... - revirou os olhos.
- Eu vou sentar ali no banco onde o Josh falou e ficar com o celular na mão.
- Para caso ele te ligue?
- Não! Você me ligue!
- Eu? Para perguntar o quê? O beijo tá bom? Me poupe.
- Que beijo?! Já falei que o Josh é só amigo e não vou trair o Zac por nada nesse mundo! Então... Se estiver alguma coisa errada, eu vou ao banheiro, que fica ali ao lado do banco, e te ligo. Você, então, espera eu voltar e me liga.
- Ãnh?
- Ai eu finjo que alguém está me dando uma notícia ruim e falo que preciso voltar para casa.
- Você vai conseguir encenar isso?
- Não atrapalha, Ashley! Sua tarefa é me dar incentivo.
- Tudo bem, sua atuação será digna do Oscar de melhor roteiro e atriz coadjuvante!
- E se tudo der certo e eu não te ligar, você pode ver a exposição e no fim a gente se esbarra e volta juntas.
- Eu estou começando a ficar nervosa também...
- Ashley!
- Está bem, estou tão calma quanto você!
Suspirei e apertei minhas mãos uma na outra.
- Eu vou! - decidi e depois de dar dez passos me virei de novo para ela e fiz uma careta de medo.
- Vai!!! - ela abanou as mãos no ar e depois deu um tapinha na testa de impaciência.
Eu me senti atravessando um campo de futebol sem fim, parecia que eu nunca ia chegar no banco.
Sentei. Não consegui. Levantei. Dei uns passos em círculo. Mordi o dedão.
Rezei para Deus e agradeci por ter me enviado o Zac. Eu não seria ingrata estragando tudo. Só pediria aquela forcinha em me fazer explicar pessoalmente ao Josh que agora sou uma garota comprometida. Ora, se eu era firme do que sentia pelo Zac, não precisava me privar de nada!
Meu telefone começou a vibrar e meu coração disparou. Muita adrenalina correndo nas veias.
- Ai, Ashley! - apertei o botão e atendi, olhando-a de longe.
- Você quer cavar um buraco aí de tanto dar voltas?! O segurança está te olhando já. E eu estou me sentindo uma bandida, falando desse jeito.
- Tá! - desliguei.
O telefone tocou novamente.
- Que é?! - atendi aborrecida.
- Sai daí agora!
- Ãnh? - franzi a testa.
- Droga, o Zac acaba de entrar pelo portão lateral.
- Quem?
- Sai daí! - ouvi ela gritar.
- Mas o Josh...
- Droga, já era! Nessa, vira devagar para trás. _ aconselhou.
Eu engoli em seco e fechei o celular. Meu coração pareceu parar. O cheiro do perfume do Zac era simplesmente inconfundível. Virei-me muito lentamente e o olhei, bem na minha frente agora.
Não consegui dizer nada. Seu rosto nunca esteve tão grave. Soltei o ar muito de vagarinho. Se tentasse me esbofetear ou dar um tiro ou... ou...
Ele não fez nenhum movimento. Talvez estivesse esperando por mim. Como ele soubera? Será que invadira meu computador e lera alguma coisa na lixeira?!
Pensei em começar a me desculpar, mas me desculpar pelo quê? Eu não fiz nada, efetivamente!
Droga, devia ser 2 horas, o Josh chegaria e seria o completo desastre.
- Era isso que você queria buscar no corpo de outro? - ele perguntou.
Eu fiquei congelada, só meus olhos se moviam.
Zac aproximou-se devagar e me beijou os lábios.
Eu não consegui nem fechar os olhos, aquilo estava me dando pânico.
- Zac, eu posso explicar... - senti que estava prestes a chorar...
Ele colocou a mão por dentro da jaqueta. Senti medo.
- Acho que isso aqui era o que esperava... - ele tirou uma rosa vermelha com um pequeno caule e puxou minha mão para abri-la e me entregou o botão.
- O que...? - franzi a testa.
- Você procurou o que estava no quarto ao lado.
Olhei para a blusa do Zac: vermelha. Meu coração parou!! As lágrimas brotaram dos seus olhos...
- Você não é o... - não consegui dizer.
- Eu não devia ter feito isso... - a voz dele embargou. - ... Mas pensei que eu te bastasse e você não precisaria dele, da mentira... Você me traiu!
- ... - eu caí sentada e ele deu dois passos atrás e saiu.
Eu não tinha forças, estava congelada.
- Vanessa... - Ashley se aproximou de mim, às pressas. Pegou o meu rosto. - Nessa!
- Ele é o Josh.
Levei às mãos ao rosto.
____________________________________________
Hiiiii girls :D
Aqui está mais um capítulo pra vocês...
Eu estou CHO-CA-DA!! De boca abertaa!!
Todo mundo pensando que o Josh estragaria tudo e 
seria outra pessoa... 
É pessoal, agora que fudeu tudo mesmo!!! :s 
Bom vcs já sabem minimo de 2 comentário e posto mais um capítulo hoje!!
Então comentem ai!!
Obrigada pelos comentários
E até mais girls!!
OBS: Ontem Sucker Punch completou 4 anos (Deus estou ficando velha!!!) então o gif abaixo 
é relembrarmos um trechinho do filme...

quinta-feira, 26 de março de 2015

Entorpecimento (Zachary)

Sou dos que concordam com Cesare Cantú, “Apenas pensar em trair já é uma traição consumada".
Tinha esse aprendizado comigo de uma experiência enterrada no passado. Mas, eis que a vida me trouxe uma nova chance para amar e, outra vez, ser decepcionado.
Podia agarra-lhe pela garganta até cravar minhas unhas e ver o sangue vertendo. Ou sufocá-la com um travesseiro e lhe tirar a alma do corpo. Mas, não podia, porque esta traidora tinha comigo todo meu amor e, por isso, eu só sentia decepção. Uma inércia diante da realidade.
Tão entorpecido pelos meus pensamentos, eis que me esqueço de contar-lhes, leitores, o que se sucedera, nesta manhã de sábado.
- Zac, você acha que vai dar tempo de fechar aquela pauta para a reunião? - a voz do outro lado da linha era preocupada na mesma proporção em que eu estava seguro.
- Claro que vou! - garanti e me levantei para ir até o quarto de Vanessa.
Trouxe comigo o CD regravável na mão e, entre o ombro e o ouvido, equilibrava o telefone.
- Eu vou imprimir agora e já vou aí entregar. Pode ser? - perguntei, sentando-me na cadeira diante do computador de Vanessa.
- Pode, eu vou estar aqui até às oito horas hoje. - disse-me.
- Ótimo.
Desliguei o telefone e coloquei o cd no drive. Abri um documento novo de Word, depois cliquei em “Arquivo”, mas antes de acionar o comando “abrir”, observei os últimos arquivos salvos abaixo.
- "Josh.doc".
Abri. A hora do computador marcava: 12: 32 PM.
- Teller?
- Oi. - ele atendeu do outro lado da linha.
- Não vou poder passar agora. Mas, à noite, eu vou aí, está tudo pronto, mas surgiu um imprevisto. Faz o seguinte, vou te mandar por e-mail compactado. Qualquer coisa, já está aí contigo.
- Bom... Tudo bem, então.
Enviei o arquivo.
Levantei-me.
Peguei as chaves do carro.
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Helloooo girls :D
Desculpem a demora de postar hoje!! Estou em semana de provas na
facul ai ja viu neh!?
Bom o capítulo é pequeno também mas amanhã PROMETO que posto
dois pra compensar!!
Eu estou sem palavras pra descrever esse capítulo porque ainda to sentindo
cheiro de merda chegando... Não to com bom pressentimento!!
Comentem ai!!
Obrigada pelos comentários
E até mais girls!!

quarta-feira, 25 de março de 2015

Entre o amor e a paixão (Vanessa)

Abri o meu email à procura de alguma mensagem do Josh.
Queria saber se estava bem, fazia tempo que ele sumira. Lá estava, enfim, uma notícia sua:
Oi, Nessa. 
Vi seus emails. Obrigado por se preocupar comigo. Eu estou melhor agora. Na verdade, buscando minha paz de volta. Conversamos várias vezes, por longas horas, sobre minha fase de “não aceitação” de ser pai. Me senti culpado demais depois, como se eu tivesse contribuído, em pensamento, pelo que minha noiva fez com o bebê. Ainda penso sem parar: como pude ter tentado me matar? E tudo que eu gostaria de fazer?! Nessa, tomei coragem e agora quero fazer tudo (tudo mesmo!) que der na telha. E para começar, quero te conhecer. Eu gosto de você, gosto muito! Olha, nesse fim de semana, vou estar no Rio de Janeiro. Vamos nos encontrar? Já pensei em tudo. Lá no CCBB (Centro Cultural Banco do Brasil), no Centro da Cidade, está em cartaz uma exposição sobre as raízes do povo brasileiro. Estou vendo aqui na Internet, o nome da Amostra é LUSA. Estarei lá às 2 horas em ponto, sentado naqueles bancos que ficam bem ao lado da porta de entrada. (Me refiro à porta localizada de frente para Igreja da Candelária). Estarei de camisa vermelha e levarei uma rosa na mão. Impossível não nos encontrarmos desse jeito. Te espero. Se não for, vou entender. Eu já sei que vai me dizer que está namorando agora. Li seu email. Eu sei, eu sei. Nessa, me dê só uma chance de te conhecer, por favor. Pense que eu poderia ter morrido e você não ter me conhecido. 
Até sábado. 
Josh”.
Fiquei olhando para a tela do computador com um friozinho no estômago. Eu queria muito conhecer o Josh, mas seria errado fazer isso? Isso representaria uma efetiva traição? Haveria risco do Zac descobrir? Eu deveria contar para ele?
Eu estava emotiva demais para julgar minhas conclusões, então, era melhor perguntar para uma pessoa de fora da situação. Peguei o telefone e liguei para Ashley.
- Olha, amiga, eu acho que ele está certo, temos que viver tudo que nos dá vontade... - foi o seu primeiro conselho, depois de eu ler o email pelo telefone. - ... Mas já pensou o que seria se fosse o reverso? Se descobrisse que o Zac teve um encontro como amiguinho com a Sami? Eu não acredito muito nessas amizades coloridas. Você sabe muito bem que quer ir para sentir o que seria ficar perto do Josh, um cara da mesma idade que você, que tem tantos descompromissos quanto você.
- Você não está me ajudando muito não. Mas, não posso negar que sinto assim mesmo. Eu tenho curiosidade em vê-lo, em olhar para ele. Nós conversamos tanto tempo que... Aiii, Ashley. Eu tenho muito medo de estar de fato apaixonada por Josh. Ou será que estou confundindo carinho e pena por gostar dele? Meus sentimentos não têm código de barras que indicam as suas características!
- Já pensou se essa curiosidade custasse o amor que está vivendo com Zac? Amor é diferente de paixão. Paixão é esse fogo de palha todo, agora amor demora mais para construir.
- Eu sei, por isso não aceitei de primeira. Eu me sinto, às vezes, confusa se estou gostando do Zac porque é conveniente, já que moro na casa dele e vivo como esposa dele ou se realmente era para ser assim, mesmo que eu ainda morasse com meu padrasto.
- Nessa, essa resposta você terá que encontrar por dois caminhos: pelo amor ou pela dor. E pela dor, você pode machucar os dois.
- E se eu contasse para o Zac? Não é certo eu esconder dele.
- Seria como se pedisse para o seu pai grana para encontrar com o paquera. Nessa, não tem lógica. Ele vai ficar muito magoado. Se é para ir, então, que vá sem contar, porque o que os olhos não veem, o coração não sente.
- Hunf. Só que aí eu fico com sentimento de culpa.
- E se você gostar mesmo? Por que você tem consciência que, da parte do Josh, puta interesse, não é? Isso é óbvio. Ele não está mais namorando e não vai querer perder essa parada por nada. É a guerra pelas fêmeas do reino animal.
- Ashley, será que podemos manter isso ao nível da civilização?
- Tudo bem. Eu não queria estar na sua pele...
- Mas se tivesse? - perguntei
- Eu seguiria o que o coração mandasse.
- Obrigada. - suspirei.
Desliguei o telefone e roí toda a unha do dedão de nervosismo. Continuei olhando para a tela do computador. Ele vai estar de camisa vermelha e flor na mão. Já sofreu uma perda e se tivesse mais essa decepção de esperar e eu não aparecer?
Comi o pacote de Traquinas inteiro pensando e remoendo aquela dúvida. Eu não queria estar sentindo toda essa vontade de ver Josh. Mas eu sentia. Limpei minhas pernas dos farelos do biscoito de chocolate e suspirei.
Abri um arquivo de Word para escrever o rascunho do email de resposta para Josh, já que o Gmail agora estava cheio de “gracinha”, atualizando a página bem na hora em que a gente está escrevendo um email. Não queria perder o que digitaria.
- O que eu faço, meu Deus? - passei as mãos no rosto e pensei mais um pouco.
____________________________________________
Helloooo girls :D
Ai Jesus só eu que estou com medo de a Vanessa aceitar 
e o Zac acabar descobrindo e acontecer o pior??
Tive pena do Josh pelo que ocorreu com ele maaas acho que a 
Vanessa não deveria ir não... Isso não ta me cheirando coisa boa!!
Comentem ai!!
Obrigada pelos comentários
E até mais girls!!

terça-feira, 24 de março de 2015

Um guerreiro descansa (Zachary)

Quando um homem civil volta do trabalho, ele pode contar sobre aqueles jantares de negócio que participou, as palestras que assistiu, as lojas e bares que conheceu nas horas vagas, o conforto do hotel onde se hospedou e etc. Mas, quando um militar volta de uma missão, ele só quer ver o rosto da mulher que ama e sentir, da porta, o cheiro da sua comida. Ele volta de uma guerra consigo mesmo.
- Nessa? - chamei-a, ainda na porta da cozinha.
Ouvi seus passos apressados no corredor e depois seus olhos brilhantes se encontraram com os meus. Ela abraçou-me com força e beijou-me com muita sede.
- Eu estava morrendo de saudade, Zac! - afastou meu rosto com suas mãos para me analisar. - Nossa, você está magro!
- É, foi puxado. - sorri-lhe com esforço, pois o cansaço físico quase não me mantinha em pé. - Mas valeu a pena, foi muito bom.
- Só você mesmo, Zac! - ela balançou a cabeça para os lados. - Você parece uma máquina que estão testando o quanto podem aumentar a resistência.
- Quase isso... - segurei suas mãos, beijei-as com devoção e aspirei todo o seu perfume.
- Vem, vou cuidar de você. - puxou-me para o quarto. - Toma um banho caprichado, que eu vou pegar uma roupa para você. - tratou-me como um filho.
Enquanto Vanessa abria a porta do guarda-roupa para escolher uma roupa para mim, eu tirei o coturno e desabotoei a farda. Joguei-a sobre uma cadeira e abri o cinto da calça. Puxei-a pelas pernas, tentando me equilibrar em um pé só.
Vanessa, que estava de costas para mim, cheirou uma camisa para ver se estava limpa. Ela tinha essa mania de verificação. Virou-se e olhou para mim de cima abaixo, mas o sorriso no seu rosto não pude ver por causa da blusa que segurava ainda na altura do nariz, mas posso jurar que sorriu, por causa das rugas de expressão em torno do seu rosto.
Caminhei em sua direção e ela ficou tão nervosa que deixou a camisa cair no chão. Puxei-a pela cintura e me inclinei para beijá-la. Dedilhei seus cabelos, acariciando sua nuca para ativar seus nervos do pescoço e relaxá-la. Dei dois passos à frente e ela, atrás.
Empurrei-a com jeito sobre a cama e puxei as alças da sua blusa, antes que ela esboçasse qualquer gesto de recusa. Vanessa jogou a cabeça para trás, ecoando seu riso pelo quarto, ao sentir a minha boca quente em seu colo. Afaguei-lhe as pernas e senti-lhe a pele macia.
- Vou tomar banho. - levantei-me, subitamente, e ela ficou com a mais maravilhosa cara de “como assim?”, parada na mesma posição, sem ar.
Sorri da minha vingança por todas as vezes que me atentou o juízo. Agora estávamos quites.
Tomei um banho frio para abaixar os ânimos... e também me restaurar. Depois, devorei o jantar que Vanessa serviu.
- Nossa, Zac, quanta caspa. - observou, passando a mão na minha cabeça raspada.
- Eu sei. - tomei um gole da Coca-Cola. - Fiquei sem lavar alguns dias. Mas, daqui a pouco, sai tudo. Já estou acostumado.
- E o que são esses pelinhos verdes em volta do seu nariz?! Parece grama.
- Camuflagem. - respondi, me sentindo o ratinho de laboratório estudado por ela. - Esfreguei tanto! Não saiu?
- Vira para mim. - ela puxou meu rosto e espremeu com a ajuda dos dois polegares.
- Aiêee! - reclamei.
- Saiu já. - riu. - E essas unhas de Zé do Caixão pretas? Minha nossa! Você tem muitos calos!
Vanessa foi até o quarto buscar sua bolsa de esmaltes. Em alguns minutos, fez em mim o trabalho de manicure com ajuda do palito de laranjeira, tesourinha e lixa.
Deixei-a cuidar de mim enquanto contava-lhe sobre o que fizera nesses dias fora.
- Prontinho, agora sim!
- Obrigado, você não precisava...
- Claro que eu precisava. - Vanessa acariciou o meu rosto. - Amor é isso também. Não é só pedir atenção, é dar atenção, é cuidar dos menores detalhes...
- Onde leu isso?
- Eu não li. - ela ofendeu-se. - Eu estou crescendo, Zac, e estou aprendendo com você. A gente aprende com a experiência.
- Desculpe, é que fiquei surpreso com o que disse. Eu adorei, eu...
- Tudo bem... - tocou com os dedos nos meus lábios. -... Eu sei que você está cansado, não vamos brigar, vem comigo... Levanta.
- Eu estou com muito sono mesmo. E olha que isso não é uma coisa de que eu costume reclamar. - ri e levantei. - Estou quebrado. - senti os músculos do meu corpo fadigados. - Já sei como vou estar aos noventa anos.
- Vem, meu velhinho. - levou-me até o quarto.
Eu desabei na cama. Plaft! Só tinha dormido algumas horas, estava quase dopado de sono.
- O que são todos esses pontos vermelhos nas suas pernas, Zac?
- Picadas de formiga, carrapatos... - respondi com a voz já arrastada. - Nessa...
- ...Estou aqui.
- Me desculpe por não...
- Psiuuuu... Dorme, guerreiro. - Beijou-me a cabeça. - Vou ficar aqui do seu lado.
- Eu te amo... - foi a última coisa que lembro ter dito.
- Eu também...
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Helloooo girls :D
Nem sei o que dizer desse capítulo... Só eu que imaginei que
seria a primeira vez dos dois?? hahahaha
Comentem ai!!
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segunda-feira, 23 de março de 2015

Olhe nos meus olhos (Vanessa)

Larguei o livro em cima da cabeceira da cama e liguei o computador. Já tinha usado demais meu cérebro por hoje. Abri meu email para ver se estava lotado. Bom, algumas ofertas de aparelhos para o alongamento peniano, não preciso disso... mais receitas milagrosas para emagrecer comendo de tudo... alguns vírus e... Josh?!
Assunto do e-mail: “.” Puxa, aquilo foi feito por ele ou era só um erro? Quem sabe apenas pôs qualquer coisa por preguiça...
Respirei fundo e abri. Provavelmente, seria algum email sobre seu dia-a-dia na AMAN. Como Zac era naquele período? Fiquei divagando, até que a janela se abriu.
Nessa, estou muito mal...
Meu coração deu um descompasso. O que houve com Josh? Eu estava tão feliz que queria ver todas as pessoas na mesma sintonia.
Terminei com a minha namorada...
Quê?! Ele a largou grávida?!
Na verdade, foi uma bomba na minha cabeça. Fiquei na casa dela esse feriadão. Ela teve um aborto. Cheguei e a encontrei no hospital. Mas isso eu sei que posso me abrir com você... Nessa, ela provocou o aborto e tentou parecer que foi espontâneo... A mãe dela me contou tudo e mais, disse que era para eu deixar de ser bobo e não ficar com aquela víbora...
Meu Deus! Aquilo era uma bomba, mas perai, como é que ele acreditou na sogra tão rápido? E que sogra é essa que se vira contra a filha?
Nessa, ela fez isso porque o filho não era meu...
Putz! Isso era a própria bomba de Hiroshima!
Ela acabou me contando que ficou desesperada... Ela tinha me traído e não queria que eu descobrisse... Ela matou a criança. Eu fiquei tão chocado, Nessa.
Eu é que estava chocada! Mas não era para estar!? Com uma mãe que me abandonou, sabia o que era alguém sem alma.
Eu terminei com ela. Só que fiquei sem chão e cometi uma besteira... Eu tomei todos os comprimidos da minha mãe para depressão
Não! Quase gritei. Josh tentou se matar?!
Minha mãe chegou em casa e me viu no chão do quarto. Fui levado para o hospital e agora estou sob observação de uma psicóloga, porque eu trabalho perto de armas de fogo...
Eu estava congelada na cadeira. Como alguém pode abortar um filho? Que monstro é esse? Um filho que não veio de estupro, que foge de todas aquelas discussões filosóficas e religiosas. Era uma criança feita com todo amor. Ela matou!
Estou em depressão profunda. Minha psicóloga me aconselhou falar com alguém que eu confie”.
No caso, eu. Puxa, queria estar perto dele para ajudá-lo. Sentia como se fosse meu amigo de anos!
- Nessa? - Zac apareceu na porta.
- Ai! - dei um grito de susto.
Estava tão compenetrada que não o ouvi abrir a porta.
- Te assustei? Desculpe... É que estou vendo um filme e queria te chamar para assistir comigo.
- Ah! Claro... - olhei desesperada para a tela do computador e vi que esta travou. Droga, ele veria o email do Josh.
Céus! Zac se aproximou e eu quis gritar para ficar parado onde estava. Passei o pé no estabilizador, tentando achar o botão de desligar.
- Qual o tema do filme? - perguntei, com as mãos suando frio.
- Casa no Lago.
- Vamos assistir. - puxei-o pelo braço e sai o mais rápido que pude do quarto. - Sobre o que é o filme? - perguntei.
- É uma mulher que vive em uma casa que um cara também vive. Só que eles estão separados por 2 anos de distância. E se comunicam por cartas.
- Ótimo! - sentei-me ao seu lado e Zac me puxou mais para perto.
Aninhei-me em seus braços. O filme realmente foi maravilhoso.
- Nós somos quase assim... Temos uma distância de tempo na idade, mas vivemos no mesmo ano. Entendeu o que quis dizer?
- Sim... - ele ficou brincando com os fios do meu cabelo. - Nessa... Eu queria poder te fazer carinhos e não ter medo de estar passando do ponto.
- ... - engoli em seco e nada disse.
- Eu penso que se você não deixa é por que não confia em mim.
- E você confia em mim, Zac?
- Confio. Mas eu tenho medo.
- Você, com medo?
- Sei lá, me largar por dois de 15...
- Eu não trocaria um original por dois similares.
- Um beijo pela rapidez da resposta. - ele beijou meus lábios.
- Obrigada. - sorri.
- Nessa, eu não quero que riam de mim, me achando o cara babaca, que é traído pelas costas.
- Tira essas coisas da cabeça. - pedi.
- Desculpe. É que me sinto inseguro.
- Zac, olhe nos meus olhos, dentro dos meus olhos. - pedi. - Você é quem importa.
Ele não esperou eu terminar e me beijou com vontade. Abracei-o e fiquei ali quietinha, recebendo o carinho na minha cabeça. Nosso momento chegaria. Zac estava certo. Precisávamos ter mais segurança. Quando a gente sente que é a hora certa? Eu vou sentir.
____________________________________________
Hiiiiiiii girls :D
Como assim!? Fiquei chocada com essa história do Josh!!
Essa foi por poucoo!! Por um fiozinho o Zac não
descobre sobre o Josh!! Mas acho que tá na hora da
Vanessa conta pro Zac que o Josh é um amigo que conheceu na internet
e que não passa disso neh!?
Comentem ai!!
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domingo, 22 de março de 2015

Vítima dos seus rituais (Zachary)

- Pronto, mocinha! - deixei sua mochila ao lado da cama. - Está de volta sã e salva.
- Aiii...- Vanessa deixou-se cair de costas na cama e se espreguiçou inteira.
- Foi tão emocionante quanto você esperava? - perguntei, sentando-me ao seu lado.
- Humm. Deixa eu pensar. - colocou o dedo indicador no queixo e olhou para o alto. - Foi bem mais! - exclamou.
- É bom saber que está agora aqui sob minha proteção.
- Nossa! - chegou mais perto e sentou-se também. - Mais que homem possessivo, meu Deus! - apertou minhas bochechas e meus lábios ficaram comprimidos como “bico de peixe”.
- Por que você faz assim? - tirei sua mão do meu rosto.
- Assim como? - sua ingenuidade era pura ou só mais uma encenação?
- Me trata como seu eu fosse o seu boneco Ken, namorado da sua Barbie.
- Zac, você para mim não é o capitão. - ela disse séria. - Você é só um homem comum, que... - começou a contar nos dedos. - Toca violão, gosta de filmes, lê bastante, deixou matarem a minha cadelinha.
- Ah! Sim, não seria você, se não lembrasse da cadela.
- Eu sinto falta dela.
- Eu imagino. Desculpe... Não tem ideia de como gostaria de voltar no tempo.
- Você me ensinou que não podemos trazer algumas coisas de volta, mas podemos dar espaço para outras...
Meu celular começou a tocar. Retirei-o do bolso e o abri. Vanessa esticou o pescoço para ver quem era e deu um grunhido de insatisfação, quando leu junto comigo:
“Sami”.
- Alô? Hum. Não, não vai dar. Não posso. Agora estou ocupado. Tá. Hum-hum. Tchau. - desliguei.
Eu não podia negar que, fisicamente, estava precisando de Sami, mas meu coração estava tão feliz com Vanessa, que achava injusto aceitar o seu convite de ir vê-la.
-O que ela queria? - perguntou-me de braços cruzados.
Por que as mulheres se fazem de desentendidas, quando sabem muito bem de todos os truques e artimanhas das de mesma espécie?
- Me ver.
-Quando você vai deixar claro para ela que agora está comigo?
- Eu vou resolver isso. - prometi.
- Acho bom. Que tal começar pelo seu celular? - ela pegou da minha mão.
- Não, Vanessa! - tomei de volta.
- Hei! Você agora é o meu... - ela puxou da minha mão o aparelho.
- Eu sou o quê?
- Desculpe... Você não fez o pedido ainda.
- Pedido? - senti que a coisa começava a se oficializar. Não era como Sami, qualquer contato boca a boca era de verdade.
- É. Aquelas palavrinhas mágicas...
- V, você quer namorar comigo?
- Quero! - sorriu e abriu o meu celular com cara de travessura. - Pronto, acabo de ganhar esse direito. Vamos ver sua agenda de telefone. Quem é Maika Monroe, Amanda Crew, Halston Sage, Imogen Poots?...
- São esposas de amigos meu.
- Ah, Zac! Conta outra, vai? Você tem o telefone das esposas? Olha bem aqui na cabeça se tem o capuz da chapeuzinho vermelho?
Eu precisava melhorar meus dotes como mentiroso porque Vanessa já entrara na fase em que as mulheres se tornam aprendizes de feiticeiras. Podem sentir pelo cheiro do suor do homem sua dissimulação.
- Vai dizer que você não tem o telefone da namorada de algum amigo seu para caso precise falar com ele e não o encontre em seu celular? - argumentei, fajutamente.
- Apaga o telefone da Sami Miró. - devolveu-me de bom agrado a o que fizera tanto esforço para roubar.
- Por quê? Isso não impediria que ela me ligasse. - lembrei-a.
- Não, Zac! É um ritual!
Vejam bem, leitores, o que eu ia dizendo sobre as mulheres serem feiticeiras!
- Apagar o telefone dela? - levantei as sobrancelhas.
- Zac, o professor explicou na escola que somos seres simbólicos. Lembra os índios que exibiam colares de ossos e penas de animais? Eles chamam isso de totens. Então, nós também temos nossos rituais, eles dão significado às coisas...
Então, Sami era o meu totem "pendurado" no meu celular?
- E onde entra sua aula de história na minha agenda?
- Você tem que apagar o telefone dela como se estivesse apagando ela em carne e osso, um ritual...
Respirei fundo. Só podia estar brincando comigo. Mas, se esse tal ritual era tão importante para que Vanessa ficasse tranquila e pudéssemos mudar de assunto, então, eu apagava.
- Me busca na escola amanhã? - pediu.
- Eu? Mas vou sair do quartel bem na hora em que você vai sair da escola.
- O ritual, Zac, lembra do ritual?
- Ah! O ritual. Claro...
- Só que fardado elas vão ficar olhando. Não sei se vai ser uma boa ideia.
- Shii, não vai ser.
- Deixa de se gabar! - bateu com a almofada na minha cabeça.
- Você não me provoca! - tomei a almofada e bati também.
- Ah! Você não me pega! - ela levantou-se e correu para sala.
Segui-a e não foi muito difícil segurá-la pela cintura. Mas acho que, na verdade, ela deixou-se agarrar e me puxou para cair por cima dela no tapete da sala.
- Você é treinado, assim fico em desvantagem. - riu.
- Me senti a seu cadelinha agora. - ri também.
Vanessa fez um carinho no meu rosto e me puxou para um beijo. Mantive a mão ainda apoiada no chão, para que meu corpo não pesasse sobre do dela. Não conseguíamos parar de nos beijar, mas, em um dado momento, Vanessa tirou sua boca da minha e desviou os lábios.
- Zac, eu não quero que seja assim... - ela falou baixinho, no meu ouvido.
- ... - procurei seus olhos.
- Você entende o que quero dizer?
- Acho que sim. - fiz um sinal com a cabeça e sentei-me. - Tem que ser um ritual? - perguntei.
- ... - foi sua vez de balançar a cabeça afirmativamente.
(...)
Quando sai do meu carro, na porta do colégio de Vanessa, senti-me uma baiana da escola de samba, ou algum boneco de carnaval de Recife parado no meio do formigueiro de alunos. Não havia um olhar que passasse por mim sem antes fazer uma inspeção.
Qual era o objetivo de Vanessa com isso? A sua demora me fez montar uma lista de teorias:
a) Me achava lindo de farda e queria me exibir como troféu.
b) Me colocou no meio de adolescentes espinhentos para me sentir parte deles também.
c) Testar minha resistência em não entrar em pânico com tantas pessoas me olhando como se eu fosse um ET.
d) Todas as alternativas anteriores e mais algum ritual macabro desconhecido.
Ela surgiu no portão, abraçada ao seu fichário rosa e com duas amigas à tira colo. Despediu-se delas e caminhou em minha direção. Seu primeiro impulso, e também meu desejo, foi nos beijarmos. Mas, fiz um sinal com as mãos para que se contivesse.
- Que foi? Está com vergonha? - ressentiu-se.
- Não. Estou vestido assim. Tenho que assumir uma posição de respeito. - expliquei-lhe.
Assim que fechamos a porta de casa disparou:
- Tem alguém aqui?
- Não.
- Alguém olhando?
- Não.
Vanessa puxou-me pela cintura e beijou-me.
- Posso trocar de roupa?
Ela revirou os olhos impaciente.
- É um ritual. - expliquei-lhe, implicando com aquela palavrinha.
- Ok. Quando voltar, eu nem vou estar mais com vontade de te beijar. - desdenhou e foi para o seu quarto emburrada.
Entrei no escritório e liguei o meu computador.
- Atrapalho o seu ritual? - Vanessa abriu a porta.
- Não. Você ficou chateada?
- Que isso, nem lembro mais. - deitou-se no sofá e esticou as pernas, deixando-as levemente repousadas sobre um dos braços da poltrona. - Pode continuar trabalhando, preciso ler esse livro paradidático aqui. - ignorou-me.
Olhei para a tela do computador e depois para suas pernas. Engoli em seco. Concentrei-me no que estava escrevendo. Apertei a tampa da caneta em um tique nervoso. Meus olhos mais uma vez escanearam cada centímetro daquela longitude.
Eu conseguia, eu conseguia... Foquei minha atenção no ponteiro do mouse piscando no monitor.
Tudo bem, eu deveria tê-la beijado mais! Só que precisava me punir daquele modo? As mulheres têm dessas coisas e, me desculpe se aqui há alguma leitora, mas sou homem e tenho que confessar: é pura perversidade aquelas pernas curvas e macias deslizando umas sobre as outras. Não sabem o requinte de crueldade que significam as mãos alisando o cabelo displicentemente e parando entre os seios, com a ponta dos dedos quase entrando no sutiã, como quem coça não sei o quê que não posso ver.
Será que, enquanto demorasse nossa primeira noite de amor, Vanessa não poderia usar uma burca preta para cobrir todo o seu corpo, em vez de exibir sua beleza em uma saia torturante?!
- Nessa, tem como você ler no seu quarto? - cocei a cabeça.
- Eu estou fazendo algum barulho?
- Está, na minha cabeça, precisamente. - respondi.
Ela sorriu e não duvidei que tudo tinha sido previamente arquitetado em sua cabecinha, pois não se fez de desentendida.
- Desculpe. - levantou-se, deu-me um beijo rápido nos lábios e saiu.
Responda rápido, Zachary, falei comigo mesmo.
a) Ela quer te dar certeza que você não deseja entrar para o seminário e ser padre.
b) Está te provocando para agarrá-la e dar o ponta-pé inicial.
c) Você está em abstinência total e paranoica de mulher.
d) Todas as alternativas anteriores.
Sim, d, d, d, d, d!

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Hiiiiiiii girls :D
Certa ta a Vanessa apaga mesmo!!!
Ai que fofo essa cena dele ir buscar ela ♥___♥
kkkkkkkk esses dois não tem jeito neh!? S[o eu que ri demais com esse cap!?
Comentem ai!!
Obrigada pelos comentários
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sexta-feira, 20 de março de 2015

Eu posso tentar (Vanessa)

Olhei para Zac em desespero. Eu estava sendo sufocada por aquele homem que surgira atrás de mim enquanto eu conversava com Ashley.
- Isso é um assalto! - ele anunciou.
Todos saíram de suas barracas para verem o que estava acontecendo.
Meus amigos ficaram atônitos e em pânico. Porém, vi nos olhos de Zac que estava sob controle. Ele analisava os gestos do bandido. Tinha certeza que seu cérebro engendrava uma maneira de me tirar daquela emboscada.
- O que você quer em troca dela? - Zac perguntou, com as mãos levantadas para o alto.
- Rui! - ele berrou e tirou a arma da minha cabeça para fazer um gesto, chamando seu comparsa. - Pega tudo o que esses mauricinhos têm!
- Ok, pessoal. Fiquem calmos! - Zac disse, sem abaixar as mãos. - Façam o que ele disse, entrem na barraca de vocês e tirem tudo de valor. Não reajam! - coordenou a ação.
- Estão ouvindo o papai aí? - o homem ironizou.
Eu não podia ver seu rosto, mas pelo corpo magro e a voz pouco grave, me parecia jovem, cerca de 25 anos.
- Eu vou pegar o dinheiro que trouxe na minha bolsa. - Zac anunciou.
Suspeitei que estivesse planejando alguma coisa com aquela armadilha. Seu dinheiro ficava sempre no carro em um compartimento falso. Zac não o levara para dentro da barraca.
- Peça para o seu amigo me acompanhar. Depois, você me devolve a garota. - ele negociou.
- Essa aqui você quer? - o bandido apertou o meu seio e eu quis gritar de raiva e nojo.
Zac engoliu em seco, sua veia da testa estava pulsando de tensão.
- Rui, fica de olho nesse cara aí. - o homem ordenou.
O garoto baixo e vestido de camisa de time de futebol largou a mochila de Ashley e entrou na barraca com Zac. Ele segurava um canivete e parecia um pouco apreensivo. Aquela deveria ser sua iniciação no crime.
Ouvimos alguns gemidos de dentro da barraca. Alguém lá dentro estava apanhando. Senti um frio na barriga. Comecei a chorar. Era torturante ouvir os gemidos. As meninas se abraçaram.
- Tá com pena do seu amiguinho? - ele lambeu minha orelha e eu senti asco.
- Solte ela! - Zac saiu de dentro da barraca com um revólver apontado para a cabeça do bandido que me sufocava.
Então, era Zac que tinha batido no bandido?! Hei, ele não me contara que havia trazido o revólver! Por que Zac achara que iria precisar da sua arma no acampamento? Seja lá qual fosse a explicação, estava certo!
- Rui! - o homem gritou e o companheiro não respondeu. - O que você fez com ele?
- Solte a garota ou farei bem pior com você. - Zac manteve o braço esticado em nossa direção.
- Zac, ele vai me matar, abaixa a arma por favor. - pedi.
- É, seu babaca! - Philipe, o irmão da Laura, gritou. - Ele também está armado.
- Solte a garota. - Zac mandou mais uma vez com voz imperativa.
O homem soltou-me e eu cai de joelhos no chão com seu empurrão. Minhas mãos ficaram raladas com as pedras. Tossi, ainda sufocada.
Olhei para cima. Agora era um apontando o revólver para o outro. Corri para perto dos meus amigos e Ashley me abraçou. Laura não parava de chorar, em uma crise de nervos.
- Onde o idiota do seu amigo que chegar? - Philipe virou-se contra Zac e acabou incitando meus amigos a se rebelarem. Mas nenhum deles tinha coragem de pronunciar qualquer palavra ou dar um passo.
Zac e o bandido ficaram assim por cerca de trinta segundos. O silêncio da noite só era rompido pelo soluço de algumas garotas. Zac surpreendeu-nos, quando girou o seu corpo, levantou a perna e com um golpe acertou o rosto do bandido, que foi ao chão. A arma caiu e foi para longe.
Demos um grito de susto e mais um passo atrás, com medo de alguma bala perdida. O bandido balançou a cabeça para os lados, tonto. Zac pegou a arma dele e colocou na cintura.
- Mãos na cabeça. Agora! - gritou e continuou impondo a arma.
- Merda. - o homem pôs as mãos na nuca.
Meu coração pulou de alegria e agora eu estava chorado de felicidade. Levei minhas mãos trêmulas à boca. Como Zac tinha feito aquilo? Ele dominara a situação!
Neste instante, o outro bandido mais novo saiu de dentro da barraca cambaleante. Tinha o rosto inchado e o nariz sangrando.
- Para lá, senta aí com seu amiguinho. - Zac apontou com o revólver. - Quem tem um telefone de câmera? - Zac olhou para nós.
Ashley deu um passo a frente.
- Tire uma foto de cada um. - Zac ordenou.
Minha amiga, mesmo tremendo, tentou seguir as ordens de Zac.
- Olhem para lá e digam "x" - Zac puxou o cabelo de um deles e levantou o seu rosto.
- Preciso de quatro cadarços grandes. Rápido. - Zac pediu e os meninos começaram a desamarrar seus tênis.
- Você escolheu o acampamento errado. - Zac continuou segurando o bandido pelo cabelo. - E você mexeu com a minha mulher!
O homem fez uma careta de dor, sua boca sangrava e ele perdera o controle da situação. Chris aproximou-se com os cadarços.
- Agora amarra as mãos deles. - pediu à Chris.
Zac verificou se os nós estava bem apertados.
- Venham comigo, agora! - mandou e os bandidos seguiram-no.
Zac colocou-os na caminhonete e, com ajuda de Chris, amarrou os pés dos bandidos.
- Aonde você vai?! - perguntei a Zac.
- Terminar esse serviço. - respondeu-me e beijou minha testa.
- Você vai matá-los? - Ashley perguntou.
- Eu bem que gostaria, mas não é esse o meu trabalho. - Zac abriu a porta do carro e percebi que colocou a mão no lado esquerdo, abaixo das suas costelas. Estava sangrando. - Eu não vou demorar. -ele ligou o carro.
Ficamos atônitos em volta da fogueira, ainda sob o efeito daquele recente perigo. Podíamos estar mortos, feridos e sem nenhum objeto de valor. Ninguém conseguiu dormir ou parar de falar no assunto. Cada um recontou a parte que mais lhe chamara a atenção. Seguimos assim madrugada à dentro até Zac voltar.
- Ele deu um de fortão, mas foi sorte! Porque podia ter matado a Nessa. O cara estava armado. Qual é a dele, quer ser super herói?! - Philipe era o único do contra.
- E o que você faria se a arma estivesse apontada para sua irmã? - Zac apareceu atrás de Philipe e colocou a arma na sua cabeça.
Respirei fundo. Que bom que ele voltara!
- Ouuuouuuou, cara! Não brinque com isso! - Philipe assustou-se.
- Eu não estou brincando! Ou você acha que eu estava brincando? - Zac perguntou.
- Eu só disse que você se arriscou. - Philipe manteve sua opinião.
- É?! E como você enfrenta o perigo sem riscos?! - Zac ficou na sua frente.
- Você podia ter matado a Nessa.
- O que você faz da vida, grande gênio? Sai com a turma com o dinheiro dos seus pais, com o carro dos seus pais...
- Quem você pensa que é? - Philipe empurrou Zac.
- Gente, vamos parar?! - Chris pediu.
- Sabe quantos tiros se dá com uma arma de brinquedo?! - Zac perguntou. - A minha era de verdade, mas a do bandido não.
Philipe franziu a testa.
- Aquela arma era de brinquedo? Como você sabia?
- Esse é o meu trabalho! - Zac colocou sua arma na cintura.
- Então, por isso... - Philipe levantou-se.
- Sabe qual é a diferença entre nós dois, play? - Zac encostou com força o dedo no peito de Carlinhos e esse se desequilibrou para trás. - Eu não ponho em risco a mulher que eu amo.
Senti os olhos de todos se voltarem para mim e meu coração acelerou.
Zac respirou fundo e usou agora uma voz amigável para mostrar sua fragilidade:
- Preciso de água para limpar o que aquele bandido de merda fez em mim. - Zac tinha um corte superficial no braço.
As meninas se apressaram para ver quem lhe dava primeiro a sua garrafa de água.
Eu ainda estava sem ação. Ele me salvara, dera uma lição de moral em Philipe e... Não tenho palavras.
- Podem dormir que a emoção acabou por hoje. Amanhã cedo vamos partir, estou cheio desse parquinho de vocês. - Zac ordenou e afastou-se do grupo.
Ele entrou na nossa barraca e eu o segui.
- Você é forte o suficiente para fazer tudo sozinho ou precisa de mim? - sentei-me à sua frente.
Zac deu-me a bolsa com os curativos e deitou-se no colchonete. Passou a mão na cabeça, aliviando as tensões.
- Você poderia tirar isso da cintura? - pedi.
- Está travada. - ele puxou o revólver e o colocou ao lado do colchão. - Eu fiquei maluco quando vi aquele cara com as mãos em você. - disse-me e riu de nervosismo.
- Deu para perceber. - limpei seu ferimento. - Acho que você vai até ganhar um fã clube, virou o herói por aqui. Não ouviu os suspiros?
- Eu senti um ciúme no ar? - ele tocou na ponta dos fios do meu cabelo.
- ... - sorri e não lhe respondi.
Enquanto eu fazia o curativo, Zac me olhava. A luz do lampião iluminava seu rosto com um brilho amarelado. Eu agradeci em silêncio a Deus por estar salvo.
Tive tanto medo de perdê-lo. Ele era a coisa mais importante agora na minha vida.
As cenas não me saíam da cabeça. Parece que eu podia ouvi-lo mandar o homem me soltar. A sua voz ainda ressoava aqui dentro: "Você mexeu com a minha mulher", "Sabe qual é a diferença entre nós dois, play? Eu não ponho em risco a mulher que eu amo. Eu dou a minha vida por ela."
Contou-me que entregou os bandidos à polícia e descobriu que por ali era comum haver assalto a turistas. Nem sei o que seria de nós sem Zac.
Acabei de fazer o curativo e ele se sentou. Ficamos com o rosto muito perto um do outro.
- Eu tive muito medo. - disse-lhe.
- Não mais que eu. - falou baixinho e nos olhamos nos olhos, depois um para a boca do outro.
- Você me pareceu tão forte, com controle de tudo.
- É só treinamento. - respondeu. - Mas não é possível treinar o coração para suportar alguém ameaçar a vida...
- Você disse ao Philipe "a mulher que eu amo"... - interrompi-o com aquela lembrança.
- E não retiro o que disse. Eu perdi a cabeça com aquele garoto mimado.
- Eu vim para você... - toquei seu rosto triangular, sentindo os ossos, a pele, a barba rala. - ... E vim para ficar.
- Eu sei. - Zac beijou-me e eu acariciei o cabelo espetado da sua nuca.
Deitamos lado a lado e ele me envolveu com seus braços. Ficamos com nossos narizes quase colados.
- Você é a pessoa que mais me amou. - falei-lhe. - Arriscou sua vida por mim.
- Eu espero que um dia você me ame da mesma forma.
- Me deixa tentar? - repeti o que ele tinha me dito na gruta. Eu queria mostrar-lhe que podia amá-lo, mas não só em palavras, e sim, em atos.
Ele sorriu e me beijou levemente os lábios.

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Oiiiii girls :D
Ai Deus o Zac foi mesmo um herói neh!?
Mas eu estou me derretendo pelas palavras dele:
"Você mexeu com a minha mulher", "Sabe qual é a diferença entre nós dois, play? Eu não ponho em risco a mulher que eu amo. Eu dou a minha vida por ela."
Ai caracas to em love com esse capítulo!! ♥♥♥
Ainda bem que a Vanessa ficou bem neh!?
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Obrigada pelos comentários
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quinta-feira, 19 de março de 2015

Em apuros (Zachary)

Eu tinha esperado tanto tempo para sentir a felicidade outra vez. E agora,
era com uma intensidade maior. Sorri, olhando de tão perto a menina de meus sonhos constantes nos últimos 6 meses.
- Eu tenho uma coisa para te mostrar. - falei-lhe.
- O quê? - seus olhos brilharam.
- Assim não será surpresa! - ri e levei-a comigo.
Vanessa entrelaçou sua mão na minha. Paramos diante da gruta que eu havia achado de manhã.
- Olha o milagre da natureza. - mostrei-lhe, assim que entramos na galeria de pedra, o lindo lago azul de água cristalina e fundo branco. A luz entrava por fendas no teto e iluminava o lugar com fachos prateados.
- Meu Deus! - ela levou as duas mãos a boca e ficou abismada. - É... Incrível! - precipitou-se, soltando minha mão.
- Eu sabia que esse lugar... - abracei Vanessa por trás com carinho. -... iria ficar ainda mais lindo com a sua presença.
Ela sorriu e virou o rosto para o lado.
- Podemos entrar? - perguntou.
- Na água?!
- É. Vem... - puxou-me o braço.
- Você é um peixe, hein, garota! - ri e tirei a bermuda.
- E você um sapo!
- Ah, é?! - corri atrás dela e fizemos ondas na água.
Vanessa mergulhou na região mais funda e apareceu depois na superfície aos risos.
- Quer dizer... - puxei-a e ficamos em um lugar onde a água batia na nossa cintura. - ... que eu sou um sapo?
- É, mas não é o dia todo...
- A não?! - abracei-a e ela envolveu meu pescoço.
- Não... porque, à noite, você vira um príncipe.
- ... - levantei as sobrancelhas e não disse nada para não atrapalhar sua imaginação.
- E aí você usa aquela roupa de gala... - Vanessa contornou minha sobrancelha com a ponta do indicador. Depois olhou-me contemplativa. -... e tem até espada, sabia? Um liiiiindo, príncipe.
- E quando eu viro sapo?
- Quando... - ela abaixou o rosto e não quis me olhar ao confessar aquilo. -... eu descubro que você não é para mim. E vejo você com outra.
- Nessa.
- Zac, desculpe, eu não quero estragar esse momento lindo, esse lugar lindo...
- Nessa.
- Eu sei que você não vai querer... - seus olhos estavam lacrimejando.
- Nessa, isso é real. - beijei-lhe.
Encostei-a junto à rocha e senti uma verdadeira combustão em todo o meu corpo. Minhas mãos queriam sentir a delicadeza da sua pele. Deixei-a absolutamente sem ar.
- Zac... - ela segurou meu rosto e me olhou com medo.
- ...
- Você sente o que por mim? - perguntou.
- O suficiente para enfrentar o que vier. E você?
- Eu... já estou enfrentando a algum tempo. Desde que descobri isso dentro de mim.
- Isso o quê? - perguntei.
- Não sei, eu sinto sua falta. Eu tenho raiva de você quando olha para outra garota. Mas também te adoro, quando cuida de mim, aí mistura tudo... aaii, não sei explicar.
- Não precisa dizer mais nada. Você já explicou o que eu precisava saber. - sorri.
- E você? - perguntou.
- Eu?
- É, sapinho. - riu.
- Não era príncipe?
- Zac, o que eu faço com seu coração?
- Mais do que qualquer uma já fez.
- Mais até quanto?
- Nessa, eu não sou bom com as palavras, eu prefiro mostrar. Me deixe te mostrar...
- E ela?
- Não tem mais ela. - respondi. Sami não representava nada para mim em comparação com Vanessa.
- Não? - Nessa ainda duvidou.
-  Só você agora. E você? - perguntei.
- Só você também.
Rimos e encostamos nossas testas uma na outra. Beijei-a no rosto todo e no pescoço.
- Eu estou faminta!
- Bom, se eu sou um sapo, só vou poder te trazer umas moscas do brejo.
- Não, você é meu príncipe e, por isso, vai preparar uma comidinha para mim.
- Ah! Mas, o nome disso é escravo! - vesti minha bermuda.
Vanessa ofereceu sua mão quando saímos da gruta. Aquele era um sinal simbólico de que agora, para o mundo, assumiríamos aquela quebra dos padrões.
Agora podem entender, leitores, o que quis dizer quando comecei a contar minha história. Vanessa era a flor que nunca tive em casa porque flores precisam ser amadas. Elas murcham sem explicação e necessitam de água em uma precisão saudável. Eu era tudo, menos preparado para ter uma flor.
Ela, no entanto, apareceu-me como uma encomenda dada por um entregador que não quer muito assunto, estende a mão e oferece o embrulho. Eu ia aprender a cuidar daquela menina e não lhe deixaria nada de mal acontecer. Não queria nem imaginar o que seria perdê-la.
Não suportaria. Seria seu guardião.
Entrelacei os meus dedos entre os seus e caminhamos até as barracas. Já anoitecia e, quando chegamos, estava escuro.
- Onde se meteram? - Ashley perguntou preocupada.
- A gente foi explorar melhor o lugar. - Vanessa respondeu rapidamente.
- Hum.
Eu caminhei até a minha barraca para buscar a sacola de comida e deixei Vanessa conversando com a amiga. Mulheres, elas sempre dividem tudo.
- Zachary!!? - ouvi um grito de Vanessa.
Meu coração quase parou, aquilo representava perigo.
- Me solta! - Vanessa gritou mais uma vez quando eu já saia da barraca.
- Paradinha! - um rapaz jovem impunha um revólver contra a cabeça de Vanessa. Ele tinha o braço em volta do seu pescoço.
- Zac... - Vanessa quase não conseguia falar quando chamou por mim.
- Cala a boca senão eu vou estourar seus miolos! - ele gritou.
Engoli em seco e olhei nos olhos de Vanessa.
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Olá girls :D
Ai que momento lindooo esse deles juntinhos neh!? ♥♥♥
Opa!! Ai deus, o Zac tem que bolar um plano pra salvar a 
Vanessa!!! Tomara que dê tudo certo neh!?
Comentem ai!!
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quarta-feira, 18 de março de 2015

Só vivo pensando em você (Vanessa)

Quando cheguei na sala para ajudar Zac, me assustei com a quantidade de material no chão.
- Que isso? - franzi a testa, nós estávamos nos preparando para uma viagem de volta ao mundo?
- Ora, não vamos acampar?
- Nossa, não sabia que precisava de tanta coisa. - levantei as sobrancelhas.
- Eu estou organizando só o básico.
Zac conferia tudo na lista que tinha em mãos.
- Para que servem essas coisas? - perguntei, apontando para as ferramentas.
- Uma lanterna para usarmos à noite. - apontou para o objeto. - Lampião que vai dar uma luz mais intensa. Uma cavadeira. - mostrou uma ferramenta que consistia em uma lâmina de ferro, parecida com uma pequena pá reta. - Ela é usada para cavar buracos. Um facão.- indicou a faca de cerca de 20 polegadas. - Para cortar galhos, ou qualquer outra coisa, com facilidade. - Uma machadinha para cortar lenha. Uma faca menor. Canivete. Aquele isopor ali é para conservar os alimentos. E essa pedra cinza, vamos usar para amolar e afiar as facas.
- Puxa, você pensou em tudo.
- É o meu trabalho, Nessa.
- Claro. Eu não entendo nadinha, que bom que posso ter você para pensar em tudo por mim. E a barraca?
- Não é tão difícil. Eu posso te explicar. Tudo vai depender de uma série de fatores. Não devemos levar nada a mais, porque será um peso desnecessário, nem a menos, para não ficarmos na mão em momentos difíceis. - explicou. - A barraca é um exemplo disso. Há vários tipos, de vários tamanhos. Na hora de escolher, devemos pensar em quantas pessoas irão usá-la e como vamos carregá-la, se nas costas ou em um carro. A que todo mundo conhece é aquela barraca do tipo canadense de formato triangular. Ela é mais fácil de montar e tem uma armação de metal, só que ela é pesada para carregar a pé.
- Eu acho que é essa que eles vão levar.
- Algumas são feitas de lona e por isso são mais quentes. As de nylon são melhores para essa época do ano, aquecem menos. Eu gosto das barracas do tipo "bangalô", que é feita de lona pesada e dá para umas cinco pessoas. É espaçosa e mais confortável. Ah! Me lembrei agora de um terceiro tipo. São as barracas "iglu". Elas parecem aqueles iglus de gelo. Também há algumas com formato de casulo.
- Se tem uma coisa que as meninas estavam preocupadas era onde dormir porque não queremos acordar morrendo de dor nas costas. Assim nem vamos nos divertir.
- Vocês são engraçadas, querem acampar, mas querem conforto?
- Ah, Zac! Pelo menos, o mínimo de conforto.
- E elas estão pensando em levar o quê?
- A Ashley e a Laura vão levar sacos de dormir.
- É, eles são muito usados. São forrados de nylon e com material isolante de espuma. Isso no calor esquenta para caramba! Como eu não quero ver você resmungando de dor, vou levar um colchonete fino. Vai ser mais confortável.
- Mas vai caber na barraca?
- Onde vou colocá-lo, você confia no capitão Zachary aqui.
- Sim, Senhor! - prestei continência.
- Eu comprei vários materiais para curativo e repelente. Coloquei em cima da minha cama. Arruma dentro da caixa para mim. Coloca um vidro de álcool também, está no armário do banheiro.
- Eu espero que ninguém se machuque.
- Mas, se acontecer, eu quero estar prevenido.
Depois de todas aquelas demonstrações de que era um profundo conhecedor de acampamento, eu estava tranquila e feliz para curtir meu passeio do fim de semana.
Zac comprou sopas prontas de saco, alguns enlatados, biscoitos e fez um quite alimentação para enchermos uma bolsa. Levamos tudo para a caminhonete que Michael nos emprestara. Enquanto levávamos seu carro, Zac deixou o dele. A troca fora a das melhores porque tínhamos, agora, espaço suficiente para levarmos tudo que precisávamos.
Nosso ponto de encontro era a casa da Ashley. Quando chegamos lá, já havia quatro carros estacionados. Apresentei Zac ao grupo dos meus sete amigos: Ash, que ele já conhecia, Chris, Laura, seu irmão Philipe, Alex, Roger e Kim.
Eu senti uma leve pontada de vaidade quando disse a eles que Zac era meu amigo e entendia tudo de camping. Nesse momento, Alex olhou-o de cima a baixo e riu de desdém. Ótimo, estava mordido. Problema dele, esperava que ficasse bem longe de mim.
No caminho, Zac sintonizou o rádio e ficamos ouvindo música. Recostei minha cabeça no banco e senti o delicioso vento vindo da janela. Cantarolei baixinho:
-  Estava satisfeito só em ser teu amigo / Mas o que será, que aconteceu comigo? Aonde foi que eu errei? / Às vezes me pergunto se eu não entendi errado Grande amizade com estar apaixonado / Se for só isso logo vai passar Mas quando toca o telefone será você? / O que eu estiver fazendo eu paro de fazer E se fica muito tempo sem me ligar / Arranjo uma desculpa pra te procurar Que tolo, mas eu não consigo evitar / Porque eu só vivo pensando em você É sem querer, você não sai da minha cabeça mais / Eu só vivo acordado a sonhar Imaginar nós dois / Às vezes penso ser um sonho impossível Uma ilusão terrível será? / Eu já pedi tanto em oração/ Que as portas do seu coração / Se abrissem pr’eu te conquistar Mas que seja feita a vontade de Deus / Se ele quiser então, não importa quando, onde Como eu vou ter seu coração. / Faço tudo pra chamar tua atenção Vez em quando eu meto os pés pelas mãos / Engulo a seco um ciúme Quando outro apaixonado quer tomar de mim tua atenção / Coração apaixonado é bobo Um sorriso teu e eu me derreto todo / O seu charme, teu olhar Tua fala mansa me faz delirar /
Mas quanta coisa aconteceu e foi dita/ Qualquer mínimo detalhe era pista / Coisas que ficaram para trás/Coisas que você nem lembra mais / Mas eu guardo tudo aqui no meu peito/ Tanto tempo estudando seu jeito / Tanto tempo esperando uma chance/Sonhei tanto com esse romance / Que tolo mais eu não consigo evitar.
A primeira coisa que queríamos fazer quando encontramos nosso lugar na mata, era armar as barracas e começar a diversão. Mas, para Zac, não era tão simples assim.
- Esse não é um bom lugar. - alertou-nos.
- Por quê? - Alex perguntou. - Tem espaço suficiente para todo mundo.
- Eu sei, mas o solo é inclinado e, se chover, vai escorrer toda a lama e levar a barraca junto.
- Chover? - Alex riu.
- É, chover. - Zac colocou a mão no solo. - A terra está ligeiramente úmida, choveu recentemente. Acho melhor prevenir. Mais ali na frente tem árvores.
Seguimos o conselho de Zac e caminhamos um pouco mais adiante. Ele pensava em tudo, mas isso começou a irritar alguns, que não queriam se preocupar com os detalhes.
- Ashley, eu se fosse você, não armava aí, mas um pouco para cá. O sol da tarde é mais forte e vai superaquecer a sua barraca. - Zac apontou para onde vinham os fachos de luz.
Ela não contestou, mas pela sua cara, não gostou da sugestão. Simplesmente não queria parecer burra.
- Laura, o seu nome, né? - Zac perguntou-lhe. - Olha, eu trouxe uma lona que talvez seja útil para você colocar debaixo da sua barraca porque os gravetos e as pedras podem rasgar o nylon.
- Ah! Obrigada. - ela agradeceu. - Que bom que temos alguém experiente aqui. - ela sorriu para Zac. - Essa barraca não é minha, tenho que devolvê-la do jeito que peguei, intacta. - riu, oferecida demais para o meu gosto.
Zac explicou-me como deveríamos montar a nossa. Posicionamos as estacas metálicas das extremidades da barraca, deixando o toldo da parte de fora, que formava uma espécie de varanda externa, bem esticado. Zac disse-me que, caso chovesse, o toldo formaria um bolsão de água e esta passaria para o interior da barraca. Para isso, colocamos um pedaço de cabo de nylon entre a estaca e o tirante da barraca, como uma extensão. Dessa forma, a estaca mantinha o toldo ainda mais afastado.
- Agora, vamos fazer uma canaleta em volta da barraca toda. Se chover, não quero a barraca inundada.
- Ai, Zac, tem certeza que vai chover? Eu estou cansada... - reclamei.
Ele, que estava agachado, olhou para trás e viu que meus amigos já tinham ido tomar banho no rio.
- Vai lá se divertir com eles.
- E você ficará aqui sozinho?
- Tudo bem, Nessa. Já estou acostumado. Pode ir.
- Mesmo? - perguntei, sentindo-me culpada.
- Já estou terminando.
- Depois vai para lá também.
- Tá. - ele disse.
Cheguei à beira do rio, tirei o short jeans, a camiseta branca e fiquei só de biquíni. Entrei na água quente e deliciosa.
- Esse lugar não é demais? - eu perguntei para eles.
- O capitão não vem dar instrução para a gente, Nessa? - Philipe gritou e os meninos o acompanharam em uma ruidosa gargalhada. - O grande comandante vai mandar a gente nadar carregando os fuzis na cabeça? - ele pegou um galho na margem do rio e teatralizou a cena.
- Eu acho que você perdeu uma boa oportunidade de ficar calado! - Laura ridicularizou o irmão e saiu da água.
- Onde você vai? - ele perguntou. - Vai correr atrás dos fracos e oprimidos? Essa garota não é do meu sangue!
Laura seguiu a trilha que dava para a clareira, onde estavam nossas barracas.
- Não ligue para eles... - Ashley falou baixinho para mim. - E aí, pessoal? Vamos jogar bola? - propôs.
Eu saí da água.
- Você não vem, Nessa?
- Eu já volto. - disse-lhe. - Podem começar.
Coloquei a bermuda jeans e calcei o chinelo. Andei pelo meio da mata e, antes de chegar na pequena clareira, ouvi os risos de Zac e da minha amiga.
Laura, com seu cabelo loiro e molhado, tinha uma toalha nas costas e estava sentada de frente para Zac em uma cadeira de praia. Eu não podia acreditar no que meus olhos presenciavam. Era isso mesmo? Ele estava tocando violão para ela ouvir?!
- Já acabou de armar a barraca? - perguntei secamente, com as mãos na cintura.
- Há muito tempo. - ele respondeu e continuou olhando para Laura. - Vê se lembra dessa aqui... - Ele começou a tocar.
- Não vem tomar banho?
- Não, estou limpo. - respondeu.
- Nessa, quer sentar? - Laura perguntou.
- Não, obrigada. - cruzei os braços e fiquei balançando levemente a ponta do meu pé no chão, irritada.
Zac olhou-me e seus olhos desceram até o meu pé. Ele sorriu um sorriso pequeno e orgulhoso de si. Que grande! Agora ele se gabava por eu estar com ciúme.
- Estou com fome. - ouvi Alex atrás de mim.
Ele caminhou até a sua mochila e retirou um sanduíche enrolado em papel alumínio.
- Hum, legal. Seria interessante a gente fazer uma roda de música, à noite. - comentou, vendo Zac tocar. - Só falta a fogueira. - disse e voltou para o rio. - Você não vem? - ouvi sua voz atrás de mim. Olhei para Zac para me certificar de que ele tinha ouvido também. Ele me encarou e eu sabia que podia usar aquilo a meu favor e provocar seu ciúme.
- Vou. - virei-me de costas e segui Alex.
Logo depois, Laura apareceu no rio. Será que Zac havia expulsado ela de lá? Bom, muito bom, ele a colocara no seu lugar.
Ashley sentou-se ao meu lado na pedra onde eu estava.
- Sabe o que eu acho? - perguntou-me. - Que você devia se desarmar dos seus medos e das inseguranças para ser mais feliz.
- ... - continuei olhando para a frente e observando os garotos jogarem bola.
- Por que não vai lá e mostra que também quer ficar com ele?
- Tenho medo da sua reação.
- Não vai saber se não tentar. E pelo que eu estou percebendo aqui, menina, se você não for na frente, a fila vai andar rapidinho...
Eu abaixei a cabeça e sorri.
- Você está certa. - disse-lhe.
(...)
- Zachary? - chamei-o pelo nome.
- Oi. - ouvi-o.
Segui a direção de onde vinha sua voz. Subi em uma pequena elevação de terra. Caminhei por uma trilha de pedras e folhas que chiavam sob a sola do meu chinelo. O barulho da água do riacho arrebentando nas pedras ainda podia ser ouvido dali, mas com menor intensidade. Alguns passarinhos cantavam na copa das árvores altas de verdes folhas. Galhos se entrelaçavam e se uniam, dificultando a passagem dos raios de sol.
Encontrei Zac. Estava com um facão na mão e cortava alguns galhos para fazer a fogueira que Alex sugerira. Sua camisa estava pendurada na parte de trás da bermuda verde. Para aliviar o calor, exibia o peito nu. A cada movimento, seus músculos tomavam formatos rígidos e curvos.
- Você está aqui sozinho? - parei na sua frente e coloquei as mãos no bolso de trás da minha bermuda jeans, como costumava fazer.
- Eu estou bem. - ele respondeu e parou de cortar os galhos. - O contato com a natureza me emociona. - brincou.
Eu sorri, adorava seu senso de humor, mesmo que fosse para usar alguma ironia.
- Eu até fui alvo de um passarinho. - Christopher virou o ombro e mostrou nas costas um arranhão vermelho.
- Quê? - eu me aproximei e passei o dedo, delicadamente, sobre o local. - Como assim?
- Está vendo ali... - ele apontou e me fez olhar na direção que indicava. - ... no topo daquela árvore, olhe bem no meio daquele galho em forma de “v”.
- Um filhote de passarinho! - exclamei.
- Pois é, só que, alguns minutos atrás, ele estava aqui no chão. Caiu tentando voar. E veja como eu sou bonzinho com os animais, eu escalei a árvore e o coloquei de volta no lugar.
- Você?
- Depois diz que eu sou um assassino de animais.
Eu dei uma risada e continuei olhando para o ninho.
- Só não contava que iria encontrar a mãe dele lá em cima. Ela cravou as garras em mim.
- Nossa, Zac, fala como se tivesse rolado no chão com um tigre.
- Não diminui meu ato de heroísmo, por favor?!
- Tudo bem, vou te dar uma medalha de honra ao mérito pelo serviço prestado à espécie de passarinhos.
- Os animais são assim... - ele também continuava com sua atenção na ave em cima da árvore. - ... Eles defendem seus filhotes até a morte.
- Alguns seres humanos deveriam ser mais animais. - eu disse.
Zac olhou-me e entendeu a quem eu me referia. Sentia falta de ter pais como aqueles passarinhos para me defender.
- Não reclame do seu destino... - ele aconselhou com uma voz doce e calma. - ... Por mais que pareça ruim, acaba te levando para a felicidade. Eu já tive situações que achei que seria o fim da minha vida, mas tudo acabou bem... - disse-me.
Olhei Zac nos olhos e já não prestava mais atenção no que dizia. Descruzei os braços e dei dois passos à frente. Neste instante, ele percebeu que eu estava olhando fixamente para sua boca e suas palavras foram tornando-se confusas, como se eu representasse um campo magnético que interferia em suas reações.
- Eu... descobri... então... - ele continuava a falar.
Segurei o rosto de Zac com as duas mãos.
- Eu... - ele já não sabia o que dizer.
Fechei os olhos e encostei minha boca na sua. Nossos lábios se encontraram, quentes e úmidos. Afastei o meu rosto, depois daquele rápido e delicado contato.
Dei dois passos atrás. Mordi meu lábio por dentro. O que eu acabara de fazer? Tinha beijado Zac! E se me dissesse agora que fora um erro porque gostava daquela mulher do bar? Como eu iria me desculpar?
Dei outro passo atrás. Zac continuava parado, acho que esperando para ver se eu fugia ou ficava, mas eu também dependia da sua reação.
Lá estava ele sem camisa, bermuda caindo da cintura, deixando suas entradas, firmemente, visíveis. Tinha a boca entreaberta e o peito respirando mais forte, alterado pelo que acabara de acontecer.
- Desculpe... Eu não... - comecei a desfazer os efeitos daquele ato impulsivo, antes que ele começasse a me explicar que eu fizera uma besteira. - Esquece. Não precisa dizer nada...
Virei de costas para sair, mas o barulho das folhagens do chão sendo pisadas atrás de mim indicava que ele saíra do lugar e vinha na minha direção. Agora eu estava com um frio na barriga e meu corpo inteiro recebeu uma descarga de adrenalina.
Senti a mão de Zac no meu braço. Ele me virou e, em uma fração de segundos, estávamos olhos nos olhos. Foi sua vez de segurar meu rosto com as duas mãos. Afastou o meu cabelo e olhou diretamente para meus lábios já entreabertos.
Eu fiquei com as mãos perdidas no ar, sem saber onde tocá-lo. Zac inclinou a cabeça para a esquerda e lentamente se aproximou. O ar quente que saía de suas narinas sobre os meus lábios indicava que faltava muito pouco para a grande explosão.
Éramos uma bomba relógio em contagem regressiva, 3, 2, 1. Zac beijou-me. Seus lábios úmidos deslizaram entre os meus. Senti sua língua e ele, a minha. Ondas elétricas percorriam o meu corpo. Seus dedos, entre os meus cabelos, seguravam minha nuca e guiavam minha cabeça. Abracei sua cintura.
Era delicioso beijá-lo, nada mais existia além de nós dois e nossas bocas se misturando. Alguns minutos depois ele afastou um pouco seu rosto e nos olhamos. Eu fui a primeira a rir com vergonha, mas maravilhada com a intensidade daquele beijo.
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Bom diaa girls :D
Pra começar o dia bem. Sobre esse capítulo so uma coisa a dizer:
ATÉ QUE ENFIM.... ATÉ QUE ENFIM... ♫♪♫ kkkkk
Vou soltar fogooos kkkkk 
O tão esperado capítulo do 1º beijo de Zanessa demorou mas
chegoou!!! kkkkkk
Comentem ai!!
Obrigada pelos comentários
E até mais girls!!