quarta-feira, 25 de março de 2015

Entre o amor e a paixão (Vanessa)

Abri o meu email à procura de alguma mensagem do Josh.
Queria saber se estava bem, fazia tempo que ele sumira. Lá estava, enfim, uma notícia sua:
Oi, Nessa. 
Vi seus emails. Obrigado por se preocupar comigo. Eu estou melhor agora. Na verdade, buscando minha paz de volta. Conversamos várias vezes, por longas horas, sobre minha fase de “não aceitação” de ser pai. Me senti culpado demais depois, como se eu tivesse contribuído, em pensamento, pelo que minha noiva fez com o bebê. Ainda penso sem parar: como pude ter tentado me matar? E tudo que eu gostaria de fazer?! Nessa, tomei coragem e agora quero fazer tudo (tudo mesmo!) que der na telha. E para começar, quero te conhecer. Eu gosto de você, gosto muito! Olha, nesse fim de semana, vou estar no Rio de Janeiro. Vamos nos encontrar? Já pensei em tudo. Lá no CCBB (Centro Cultural Banco do Brasil), no Centro da Cidade, está em cartaz uma exposição sobre as raízes do povo brasileiro. Estou vendo aqui na Internet, o nome da Amostra é LUSA. Estarei lá às 2 horas em ponto, sentado naqueles bancos que ficam bem ao lado da porta de entrada. (Me refiro à porta localizada de frente para Igreja da Candelária). Estarei de camisa vermelha e levarei uma rosa na mão. Impossível não nos encontrarmos desse jeito. Te espero. Se não for, vou entender. Eu já sei que vai me dizer que está namorando agora. Li seu email. Eu sei, eu sei. Nessa, me dê só uma chance de te conhecer, por favor. Pense que eu poderia ter morrido e você não ter me conhecido. 
Até sábado. 
Josh”.
Fiquei olhando para a tela do computador com um friozinho no estômago. Eu queria muito conhecer o Josh, mas seria errado fazer isso? Isso representaria uma efetiva traição? Haveria risco do Zac descobrir? Eu deveria contar para ele?
Eu estava emotiva demais para julgar minhas conclusões, então, era melhor perguntar para uma pessoa de fora da situação. Peguei o telefone e liguei para Ashley.
- Olha, amiga, eu acho que ele está certo, temos que viver tudo que nos dá vontade... - foi o seu primeiro conselho, depois de eu ler o email pelo telefone. - ... Mas já pensou o que seria se fosse o reverso? Se descobrisse que o Zac teve um encontro como amiguinho com a Sami? Eu não acredito muito nessas amizades coloridas. Você sabe muito bem que quer ir para sentir o que seria ficar perto do Josh, um cara da mesma idade que você, que tem tantos descompromissos quanto você.
- Você não está me ajudando muito não. Mas, não posso negar que sinto assim mesmo. Eu tenho curiosidade em vê-lo, em olhar para ele. Nós conversamos tanto tempo que... Aiii, Ashley. Eu tenho muito medo de estar de fato apaixonada por Josh. Ou será que estou confundindo carinho e pena por gostar dele? Meus sentimentos não têm código de barras que indicam as suas características!
- Já pensou se essa curiosidade custasse o amor que está vivendo com Zac? Amor é diferente de paixão. Paixão é esse fogo de palha todo, agora amor demora mais para construir.
- Eu sei, por isso não aceitei de primeira. Eu me sinto, às vezes, confusa se estou gostando do Zac porque é conveniente, já que moro na casa dele e vivo como esposa dele ou se realmente era para ser assim, mesmo que eu ainda morasse com meu padrasto.
- Nessa, essa resposta você terá que encontrar por dois caminhos: pelo amor ou pela dor. E pela dor, você pode machucar os dois.
- E se eu contasse para o Zac? Não é certo eu esconder dele.
- Seria como se pedisse para o seu pai grana para encontrar com o paquera. Nessa, não tem lógica. Ele vai ficar muito magoado. Se é para ir, então, que vá sem contar, porque o que os olhos não veem, o coração não sente.
- Hunf. Só que aí eu fico com sentimento de culpa.
- E se você gostar mesmo? Por que você tem consciência que, da parte do Josh, puta interesse, não é? Isso é óbvio. Ele não está mais namorando e não vai querer perder essa parada por nada. É a guerra pelas fêmeas do reino animal.
- Ashley, será que podemos manter isso ao nível da civilização?
- Tudo bem. Eu não queria estar na sua pele...
- Mas se tivesse? - perguntei
- Eu seguiria o que o coração mandasse.
- Obrigada. - suspirei.
Desliguei o telefone e roí toda a unha do dedão de nervosismo. Continuei olhando para a tela do computador. Ele vai estar de camisa vermelha e flor na mão. Já sofreu uma perda e se tivesse mais essa decepção de esperar e eu não aparecer?
Comi o pacote de Traquinas inteiro pensando e remoendo aquela dúvida. Eu não queria estar sentindo toda essa vontade de ver Josh. Mas eu sentia. Limpei minhas pernas dos farelos do biscoito de chocolate e suspirei.
Abri um arquivo de Word para escrever o rascunho do email de resposta para Josh, já que o Gmail agora estava cheio de “gracinha”, atualizando a página bem na hora em que a gente está escrevendo um email. Não queria perder o que digitaria.
- O que eu faço, meu Deus? - passei as mãos no rosto e pensei mais um pouco.
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Helloooo girls :D
Ai Jesus só eu que estou com medo de a Vanessa aceitar 
e o Zac acabar descobrindo e acontecer o pior??
Tive pena do Josh pelo que ocorreu com ele maaas acho que a 
Vanessa não deveria ir não... Isso não ta me cheirando coisa boa!!
Comentem ai!!
Obrigada pelos comentários
E até mais girls!!

2 comentários:

  1. Aiii isso não vai acabar bem,sera que esse Josh existe de verdade ?ou é so alguem que se aproximou com um nome falso ?Tomara que o Zac e ela n briguem ,eles estão tão bem agr ,posta logoo bjs

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  2. aposto que a Vanessa vai fazer merda,é a cara dela,kkkk
    espero que ela saiba o que fazer sem magoar o Josh e,principalmente,o Zac
    amei o capítulo,posta mais,kisses

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