segunda-feira, 30 de março de 2015

Sem razão, em suas mãos (Zachary)

Eu estava ansioso para falar com o meu superior sobre o novo projeto em que eu estava trabalhando. Tinha que mostrar-lhe o quanto me empenhara. Senti-me como um mero aluno cheio de medo de tudo sair errado.
Aguardei, apreensivamente, a hora em que eu seria chamado até sua sala. Levei comigo meu laptop e revisei mentalmente todos os meus argumentos.
- Bom dia! - ele me cumprimentou e disponibilizou sua mesa para que eu pudesse ligar o meu computador.
Conectei os fios e iniciei a máquina. Nesse momento, alguém bateu à porta e ele foi atender.
Quando olhei para a área de trabalho, senti um calafrio percorrer todo o meu corpo. O que fazia um poster do filme Brokeback Mountain escrito “Amor eterno” ali?
Aquilo tinha a mão de Vanessa!
Já pensou se ele tivesse visto isso? Certamente, algum anjo bondoso me safara desta! Cliquei com o botão esquerdo do mouse em “Propriedades” para procurar qualquer pano de fundo tosco que substituísse a foto dos dois cowboys gays. Eis o meu segundo choque. Onde estavam as imagens de praia, pôr-do-sol e flores? Só havia ali fotos de homens que pousaram para a G Magazine! Rolei a barra e vi imagens minhas fardado e com desenhos caricatos feito no Paint, que me acresceram brincos e chapéu rosa.
Para minha salvação e por ordem divina eu tinha imagens salvas em uma pasta. Cliquei em “procurar em outro diretório”... Cadê elas?! Só havia ali as fotos daqueles homens melados de óleo naquelas posições?!
Vanessa estava condenada a pagar um preço muito alto até as próximas gerações!
Ela não teria sido capaz de apagar as imagens de trabalho, apenas deve ter realocado a pasta, raciocinei com sua cabecinha de peralta. Cliquei no comando “Procurar arquivos” do Windows e consegui achar uma imagem de um treinamento para substituir aquela do “Amor
eterno”.
Eu já podia vê-la de madrugada se divertindo com o meu computador. Como ela adivinhara que minha senha de login era seu nome?! Eu sou um imbecil!
- Tudo pronto aí? - ele me perguntou.
- Claro. - passei a mão na testa e senti que estava suando.
Comecei a mostrar-lhe os slides. Ele me pareceu bem interessado e surpreso com a minha organização e profundidade no estudo.
- “O meu bumbum era flácido / mas esse assunto é tão místico / devido ao ato cirúrgico / hoje eu me transformei...” - ouvimos a música dos Mamonas Assassinas em formato mp3 partindo de algum lugar.
Eu fechei os olhos e torci para ser uma alucinação.
- “O meu andar é erótico / com movimentos atômicos / sou uma amante robótico / com direito a replay / Um ser humano fantástico / com poderes titânicos / foi um moreno simpático / por quem me apaixonei...”
- Desculpe, Senhor. - pedi e comecei a procurar, na minha maleta, meu celular.
Onde estava aquela porcaria? Achei!
- “Hoje estou tão eufórico / com mil pedaços biônicos / ontem eu era católico / Ai, hoje eu sou um GAAAAAAAAAAAAAY!!!!!”
- Alô?
- Oi, meu filho. A Vanessa disse que eu podia te ligar agora que não tinha problema.
- Eu estou em uma reunião muito importante.
- Ah! Desculpe, então. Mas está tudo certo para hoje?
- Hoje, o quê? - passei as mãos na testa, eu senti que minha temperatura subira vertiginosamente.
- Ora, você deixou um bilhete dizendo que adoraria visitar os pontos turísticos do Rio de Janeiro, hoje, comigo. Eu fiquei muito feliz porque vim de avião até aqui e acho que...
Hoje era meu futebol com os amigos! Vanessa sabia o quanto aquilo era um ritual sagrado!
- Mãe, eu ligo para a senhora mais tarde, ok? Beijos.
Desliguei o aparelho e o meu superior ainda estava me olhando. Eu quis abrir a porta e sumir!
- Coisas do meu sobrinho, ele estava brincando com o meu celular... - expliquei-lhe e o desliguei, antes de mais uma surpresinha.
Quando cheguei em casa, eu não via nada, era um homem à beira da loucura. Procurei-a e fui encontrá-la deitada em minha cama deitada, lendo uma revista.
- Você saiu de todos os limites, Vanessa! - gritei, mas não pareceu nem um pouco afetada.
Arranquei-lhe os fones do ouvido.
- Aiê, meu brinco! Quer arrancar minha orelha?! - gritou comigo com a mão na orelha.
- Não, eu quero arrancar sua cabeça mesmo!
- Que foi? Vão te processar por preconceito! O amor entre iguais é tão bonito.
- Vanessa, você sabe o quanto uma farda é uma honra? Você sabe o quanto amo esse país, amo o meu trabalho e daria minha vida por isso aqui? - apontei para minha roupa. - Eu perdôo até o Robocop gay, mas não aquelas brincadeiras com as minhas fotos.
- Ah, Zachary você nem tem senso de humor. - ela levantou-se da minha cama e caminhou para o seu quarto.
Segui-a. Eu estava alucinado!
- Realmente, eu não tenho senso de humor! - arranquei da parede todos os posteres e comecei a rasgá-los. Estava enfurecido, fora de mim!
- Eu te odeio, Zachary! - ela segurou os meus braços, mas não precisou de muita força para afastá-la.
- Você é uma grande decepção, você é uma...
- Gente, o que está acontecendo? - ouvimos minha mãe tentar girar a maçaneta da porta.
Vanessa puxou o meu rosto para ela e beijou-me. Eu não entendi como ainda podia brincar assim. Era sua vingança por ontem. Puxou-me a cabeça mais para baixo e fechou os punhos na manga da farda.
- Nossa, desculpe... - minha mãe chocou-se com a cena do beijo efusivo. - Eu jurava que vocês estavam brigando.
- Que isso?! Nós? Nós nos amamos. - Vanessa sorriu e abraçou-me, angelicalmente.
- Ah! Tudo bem... - Minha mãe ainda parecia confusa. - Zac, eu não sei o que aconteceu. Tentei ajudar e coloquei suas fardas na máquina, mas aconteceu uma coisa...
- O quê? - olhei diretamente para Vanessa a fim de captar se tinha algo a ver com isso.
- Eu separei suas fardas, mas não sei... Talvez eu não tenha visto...
- Mãe, o que têm as minhas fardas? - tentei encontrar uma voz calma.
- Eu juro que não sei como uma blusa vermelha sua que solta tinta foi parar no meio. Agora suas roupas estão todas cor de rosa!
Vanessa abaixou a cabeça, abraçou-se à revista e passou por nós com o ar mais cândido possível.
(...)
À noite, eu sentei no colchonete e comecei a ler meu livro. Vanessa já estava deitada. Virei a página e a olhei encolhida com as mãos sobre o ventre. Voltei a concentrar-me na leitura. Ela rolou para o outro lado e não demorou muito para voltar à posição anterior.
- Ai... - abafou o rosto no travesseiro.
Deveria ser mais uma de suas brincadeiras. Fingi que estava alheio ao seu fingimento de dor.
- Zac... - ela chamou-me e eu levantei os olhos do livro. - Eu não estou aguentando...
Larguei o livro e levantei-me.
- O que está acontecendo? - pus as mãos na cintura, em pé ao seu lado.
- Estou com muita cólica...
- Que remédio você toma?
- Acabou... - começou a soluçar. - Compra para mim?
- Agora? As farmácias já fecharam!
- Deixa... - ela continuou encolhida.
Voltei a me sentar, não tinha certeza se ela queria me fazer ir a rua aquela hora por pura diversão. Eu não conseguia vê-la rolando de dor.
- Qual o nome do remédio? - levantei-me vencido.
Quando retornei da farmácia 24 horas, Vanessa já estava enlouquecida de dor. Suas lágrimas escorriam do rosto. Tomou o comprimido com o copo de água que lhe trouxera.
- Só isso resolve?! - perguntei, tentando mostrar frieza.
- Sim. Vai fazer efeito.
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Helloo girls :D
Gente o que foi aquilo!? GAY!? kkkkk essa Vanessa realmente não presta!!
Eu gostei desse beijo deles apesar de ter sido um pouco fingimento neh!?
E esse momento cut do Zac preocupado com a Nessa?? ♥___♥
Comentem ai!!
Obrigada pelos comentários
E até mais girls!!

2 comentários:

  1. aiii meu Deus a Vanessa é uma peça kkkkk tadinho do zac ,vai enlouquecer,mas é castigo kkk ,tomara que eles voltem logo,posta mais bjs

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  2. PQP a Vanessa é muito louca,tá brincando com fogo
    só o Zac mesmo para aguentar ela,kkkkk
    posta outro capítulo hj,pleaseee

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