terça-feira, 24 de março de 2015

Um guerreiro descansa (Zachary)

Quando um homem civil volta do trabalho, ele pode contar sobre aqueles jantares de negócio que participou, as palestras que assistiu, as lojas e bares que conheceu nas horas vagas, o conforto do hotel onde se hospedou e etc. Mas, quando um militar volta de uma missão, ele só quer ver o rosto da mulher que ama e sentir, da porta, o cheiro da sua comida. Ele volta de uma guerra consigo mesmo.
- Nessa? - chamei-a, ainda na porta da cozinha.
Ouvi seus passos apressados no corredor e depois seus olhos brilhantes se encontraram com os meus. Ela abraçou-me com força e beijou-me com muita sede.
- Eu estava morrendo de saudade, Zac! - afastou meu rosto com suas mãos para me analisar. - Nossa, você está magro!
- É, foi puxado. - sorri-lhe com esforço, pois o cansaço físico quase não me mantinha em pé. - Mas valeu a pena, foi muito bom.
- Só você mesmo, Zac! - ela balançou a cabeça para os lados. - Você parece uma máquina que estão testando o quanto podem aumentar a resistência.
- Quase isso... - segurei suas mãos, beijei-as com devoção e aspirei todo o seu perfume.
- Vem, vou cuidar de você. - puxou-me para o quarto. - Toma um banho caprichado, que eu vou pegar uma roupa para você. - tratou-me como um filho.
Enquanto Vanessa abria a porta do guarda-roupa para escolher uma roupa para mim, eu tirei o coturno e desabotoei a farda. Joguei-a sobre uma cadeira e abri o cinto da calça. Puxei-a pelas pernas, tentando me equilibrar em um pé só.
Vanessa, que estava de costas para mim, cheirou uma camisa para ver se estava limpa. Ela tinha essa mania de verificação. Virou-se e olhou para mim de cima abaixo, mas o sorriso no seu rosto não pude ver por causa da blusa que segurava ainda na altura do nariz, mas posso jurar que sorriu, por causa das rugas de expressão em torno do seu rosto.
Caminhei em sua direção e ela ficou tão nervosa que deixou a camisa cair no chão. Puxei-a pela cintura e me inclinei para beijá-la. Dedilhei seus cabelos, acariciando sua nuca para ativar seus nervos do pescoço e relaxá-la. Dei dois passos à frente e ela, atrás.
Empurrei-a com jeito sobre a cama e puxei as alças da sua blusa, antes que ela esboçasse qualquer gesto de recusa. Vanessa jogou a cabeça para trás, ecoando seu riso pelo quarto, ao sentir a minha boca quente em seu colo. Afaguei-lhe as pernas e senti-lhe a pele macia.
- Vou tomar banho. - levantei-me, subitamente, e ela ficou com a mais maravilhosa cara de “como assim?”, parada na mesma posição, sem ar.
Sorri da minha vingança por todas as vezes que me atentou o juízo. Agora estávamos quites.
Tomei um banho frio para abaixar os ânimos... e também me restaurar. Depois, devorei o jantar que Vanessa serviu.
- Nossa, Zac, quanta caspa. - observou, passando a mão na minha cabeça raspada.
- Eu sei. - tomei um gole da Coca-Cola. - Fiquei sem lavar alguns dias. Mas, daqui a pouco, sai tudo. Já estou acostumado.
- E o que são esses pelinhos verdes em volta do seu nariz?! Parece grama.
- Camuflagem. - respondi, me sentindo o ratinho de laboratório estudado por ela. - Esfreguei tanto! Não saiu?
- Vira para mim. - ela puxou meu rosto e espremeu com a ajuda dos dois polegares.
- Aiêee! - reclamei.
- Saiu já. - riu. - E essas unhas de Zé do Caixão pretas? Minha nossa! Você tem muitos calos!
Vanessa foi até o quarto buscar sua bolsa de esmaltes. Em alguns minutos, fez em mim o trabalho de manicure com ajuda do palito de laranjeira, tesourinha e lixa.
Deixei-a cuidar de mim enquanto contava-lhe sobre o que fizera nesses dias fora.
- Prontinho, agora sim!
- Obrigado, você não precisava...
- Claro que eu precisava. - Vanessa acariciou o meu rosto. - Amor é isso também. Não é só pedir atenção, é dar atenção, é cuidar dos menores detalhes...
- Onde leu isso?
- Eu não li. - ela ofendeu-se. - Eu estou crescendo, Zac, e estou aprendendo com você. A gente aprende com a experiência.
- Desculpe, é que fiquei surpreso com o que disse. Eu adorei, eu...
- Tudo bem... - tocou com os dedos nos meus lábios. -... Eu sei que você está cansado, não vamos brigar, vem comigo... Levanta.
- Eu estou com muito sono mesmo. E olha que isso não é uma coisa de que eu costume reclamar. - ri e levantei. - Estou quebrado. - senti os músculos do meu corpo fadigados. - Já sei como vou estar aos noventa anos.
- Vem, meu velhinho. - levou-me até o quarto.
Eu desabei na cama. Plaft! Só tinha dormido algumas horas, estava quase dopado de sono.
- O que são todos esses pontos vermelhos nas suas pernas, Zac?
- Picadas de formiga, carrapatos... - respondi com a voz já arrastada. - Nessa...
- ...Estou aqui.
- Me desculpe por não...
- Psiuuuu... Dorme, guerreiro. - Beijou-me a cabeça. - Vou ficar aqui do seu lado.
- Eu te amo... - foi a última coisa que lembro ter dito.
- Eu também...
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Helloooo girls :D
Nem sei o que dizer desse capítulo... Só eu que imaginei que
seria a primeira vez dos dois?? hahahaha
Comentem ai!!
Obrigada pelos comentários
E até mais girls!!

2 comentários:

  1. ai zac vagabundo ,quer matar a gente,posta logo beijinhos!

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  2. só me conformo que ainda não rolou porque esse capítulo tá muito fofo *-*
    amei amore ♥♥♥
    que coisa mais linda a Nessa cuidando do Zac
    posta mais hoje,pleaseee

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