quarta-feira, 15 de abril de 2015

Apreensão (Zachary)

- Senhor, ela está viva... - o policial colocou os dedos no pescoço de Vanessa antes de mim e depois deu dois tapinhas no meu ombro. - ... Vamos conseguir salvá-la. - garantiu.
Peguei-a no colo e estava fria. Eu não tinha pernas para andar, perdi completamente a noção das forças, estava desnorteado. Mas precisava trazê-la de volta à consciência!
A ambulância que ficara parada alguns quilômetros antes para não chamar a atenção dos sequestradores já estava à beira da estrada nos esperando.
Eles começaram a fazer os procedimentos necessários e eu só pude me manter afastado. Vanessa foi completamente imobilizada e verificaram sua pressão. Injetaram soro em sua veia. Acompanhei-a na ambulância até o hospital, mas, chegando lá, não pude seguir os médicos que a carregaram na maca para a sala de cirurgia.
Minha mãe me segurou pelo braço.
- Calma, Zachary. Confia em Deus.
Eu comecei a andar à esmo, alucinado. As pessoas na sala de espera ficaram assustadas.
- Ela está quase morrendo! - eu disse.
- Não está! - minha mãe segurou meu rosto com as duas mãos e seus olhos estavam cintilantes de lágrimas. - A Nessa é forte!
Mordi o lábio inferior por dentro, respirei fundo e encostei-me à parede. Minha roupa estava suja com o sangue dela. Eu parecia ter saído de um campo de batalha. Abaixei-me e fiquei agachado, olhando o chão. Não queria acreditar no que estava acontecendo.
- Zac! - ouvi a voz de Michael.
Levantei-me e ele me abraçou com força:
- Vai dar tudo certo, cara!
- Ela levou um tiro no ombro, perdeu muito sangue e o bebê... Eu nem sei do nosso filho... - falei desesperado.
- Precisa ter forças, precisa acreditar, Zac! - Michael colocou as duas mãos nos meus ombros. - Não pode pensar negativo, não pode! - falou firmemente.
- Eu sei, eu sei, não posso. - suspirei.
Sentamos na cadeira e as horas me pareceram intermináveis. A espera torturante só foi interrompida pela chegada de uma mulher que parou na minha frente:
- Você pode nos conceder uma entrevista?
Olhei para ela e para o homem que entrava com uma câmera.
- Não! Eu não quero falar nada, eu não quero que o meu sofrimento sirva de pauta para entreter as pessoas durante o jantar, enquanto assistem ao telejornal!
- Calma, Zac. - minha mãe tomou partido da situação. - Por favor, compreenda que esta é uma situação complicada...
Quando dei por mim, vários jornalistas surgiram como abelhas furiosas que zumbem em nossas cabeças.
- Ele não quer falar, respeitem! - Michael afastou-os para fora da área de emergência e disse algumas palavras a fim de que se contentassem com suas informações e não me perturbassem.
- Bando de urubus em cima da carniça! - resmunguei.
- Zac, eles estão fazendo o trabalho deles. - minha mãe defendeu-os. - Não ligue para isso. - colocou sua mão sobre a minha e entrelaçou seus dedos. - Meu filho, eu nunca gostei da mãe dessa garota. Olha que ironia, você se apaixona pela filha dela. Mas, a menina não tem culpa de nada. Além do mais, ela é encantadora. Eu também estou de coração partido. Tenho fé de que tudo vai ficar bem.
- Eles não saem para dar nenhuma notícia! - reclamei baixinho.
- Essas operações são muito delicadas, demoram mesmo, meu filho. Calma! Vou pegar um copo de água ali para você.
Eu me senti indefeso, como um menino que está prestes a tomar uma vacina e morre de medo. Tenho medo demais do que pode acontecer, mas não à mim e sim à minha Vanessa.
- Como ela está?! - ouvi a voz de Michelle vindo de trás de mim. - Quero ver a minha filha
Olhei-a agora nos olhos sem lhe responder nada.
- Fala alguma coisa! - empurrou-me para trás e me balançou.
- Estão tentando salvá-la! - disse-lhe e levantei-me.
- Não, não pode ser, isso não está acontecendo! - ela começou a chorar e sentou-se. - Você acha que ela aguenta...?
- Se ela não aguentar, eu não sei o que será de mim...
- Você deve estar arrasado. - ela levantou-se e veio abraçar-me, mas minha mãe se intrometeu, inesperadamente, no meio.
- Soube da sua filha pela televisão, Michelle?!
- Não quero arrumar problemas com a senhora. Eu estou no meu direito...
- Devia ter lembrado desse direito antes! - minha mãe olhou-a de cima abaixo e depois me entregou o copo de água.
- A senhora é a mãe dela? - uma jornalista se aproximou.
- Eu disse que não quero que nada saia na televisão! - segurei o pulso da mulher que estava com microfone.
- Que isso, Zachary? Eu posso falar com ela! - Elisa foi engolida pelo círculo que se formou ao seu redor de câmeras, microfones, flashs e gravadores.
- Eu não estou acreditando nisso! - balancei a cabeça para os lados e fiquei com as mãos na nuca.
- Ignore ela! - Michael aconselhou-me. - Só o que importa agora é a sua esposa!
Vi um médico caminhando na minha direção. Adiantei-me para que os repórteres não percebessem. Estavam entretidos com Michelle.
- Como ela está?! - perguntei.
- ...
- Ela está viva?
- Está.
Eu respirei fundo, sentindo uma descarga de alívio percorrer o meu corpo.
- Eu não disse? - Michael deu um tapinha nas minhas costas e manteve sua mão no meu ombro, minha mãe segurou meu braço.
- O bebê, milagrosamente, está bem e vai ser um menino bem forte! - sorriu, mas senti que aquilo não era tudo.
- Eu posso vê-la?
- Ela não está consciente.
- Entendo, são os efeitos da anestesia?
- Também... Mas...
- Mas o quê?
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Hiiiiiii!!
UFAAA!! A Nessa ta VIVAA!! :D
Essa mãe da Vanessa só aprece nas piores horas neh!? Oooh mulherzinha viu!!!
Oi!? COMO ASSIM!??? MAS O QUE????
Ai sinto cheiro de mais tensão... Ai coraçãozinho não ta
preparado pra mais bomba não!!!
Comentem ai...
Obrigada pelos comentários!!!
Beijos e até qualquer hora...

2 comentários:

  1. Ai senhor ,faz isso cmg n ,esse mas fez meu coração acelerar ,posta logo pelo amooooooor bjs bjs

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  2. ela não está em coma né?!
    meu deus,estou pirando aqui
    você PRECISA postar mais hoje
    por favor

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