segunda-feira, 20 de abril de 2015

Come and get it (Vanessa)

Zachary pareceu-me bem simpático e divertido ao primeiro contato. Minha mãe disse que ele era um pouco sério demais e uma pessoa dura de se lidar. Eu não entendi porque me passava uma imagem assim daquele homem. Pelo contrário, tentava fazer com que nosso contato fosse amistoso e sem pressões para que eu bancasse sua mulher.
-Vamos sair pela porta dos fundos, ok? - ele me disse, guiando a cadeira de rodas.
Pelo corredor, Zachary foi cumprimentando as enfermeiras e todos aqueles que conviveram conosco durante o período em que estive no hospital. Achei até simpático da sua parte. Mas, o ponto fraco para atingir o seu mau humor era quando via jornalistas. Foi o que aconteceu assim que um guarda abriu o portão para nós.
- O que eles fazem aqui? - assustou-se com todos os flashs que foram disparados sobre nós. - Por favor, deem passagem, ela está precisando se recuperar, por favor, saiam da frente.
- Vanessa, é verdade que você perdeu a memória? - uma jornalista perguntou, enquanto Zachary me ajudava a entrar no carro.
- Como eles sabem? - perguntei enquanto ele ligava o carro.
- Alguém do hospital deve ter mantido eles informados sobre tudo.
- Alguma daquelas pessoas que você cumprimentou antes de sair?
- Quem sabe? Não se pode confiar em todo mundo... - balançou a cabeça para os lados.
Entramos em uma rua comprida, de casas praticamente iguais umas às outras.
Bonitinhas, com telhados vermelhos e fachadas brancas.
- Vou te ajudar. - Zachary me deu a mão para eu sair do carro e a manteve em volta da minha cintura.
- Não se preocupe, eu posso andar perfeitamente. - disse-lhe.
Um cachorro veio correndo nos receber aos saltos.
- É o nosso cachorro? - sorri e quis me abaixar para tocá-lo, mas a barriga já grande me atrapalhava um pouco. - Como se chama?
- Jachary.
- Vocês deram o seu nome ao cachorro?
- Não, é com “Z” e não com “J” e quem deu o nome foi você. Por que falou de nós, como se estivesse em terceira pessoa?
- Desculpe... Eu me sinto assim.
- Tudo bem. Vamos entrar. - ele indicou o caminho.
Uma mulher apareceu na cozinha com o rosto amassado e cara de sono.
- Olá, minha querida, que bom que está de volta. Rezei tantas novenas para isso!
Eu sorri e olhei para Zachary.
- Minha mãe... - me apresentou.
- Oi!
- Oi. - ela me abraçou efusivamente.
Pelo visto, eu era muito querida naquela família.
- Eu vou voltar a dormir, vocês precisam de alguma coisa? - perguntou.
- Não, não. - Zachary dispensou suas preocupações. - Vem, Nessa. - chamou e eu o segui pelo corredor.
- Zachary, me diz uma coisa: quem ficou com minha cachorrinha?
- A Shadow?
- É.
- Você não lembra? - perguntou.
- Para variar... não.
- Aiii, vai começar tudo de novo. Quando eu pensei que já tinha acabado com este assunto...
- Quê?
- Olha, antes que você comece a fazer um escândalo, agora você tem um cachorro e um peixe.
- Cachorro e peixe? Mas o que isso tem a ver com a Shadow?
- A sua cachorrinha morreu. Mais uma vez, eu não provoquei. Foi uma acidente. Meu soldado foi pular o muro da sua casa e pisou nele...
- O quê?! Eu casei com o cara que matou a minha cachorrinha?
Zachary revirou os olhos e sentou-se na pequena poltrona de canto do quarto. Começou a desamarrar o tênis.
- Foi o seguinte. Como lhe falei, seu pai morreu. No dia que eu fui lhe dar a notícia, você desmaiou. Eu pedi para um soldado pular o muro e foi quando aconteceu...
- Meu Deus!
- É, você já me puniu por isso, pode acreditar. - garantiu-me. - Olha só, Nessa, eu não queria que tivesse acabado desse jeito. - Zachary ficou parado na minha frente. - Eu sei que você está triste agora, como no passado... - sua voz ficou abafada por causa da camisa que acabava de tirar, puxando-a pelo pescoço. Com apenas aquele movimento de suspender a camisa, seus músculos se contraíram sobre as costelas e formaram um quadro de curvas e reentrâncias nunca antes vistos por mim fora das revistas das bancas de jornal.
Esqueci a Shadow por uns segundos e meus olhos se fixaram naquela barriga definida e o peitoral musculoso. Poucos pêlos, mas que faziam caminhos pelo abdômen, caminhos esses que, de repente, seguiam na contra-mão, viravam rodamoinhos, trilhas. V! Acorda, alouuu, girl?
- ... E você gosta muito do Jachary agora, concentre-se nisso! - continuou a falar o que eu nem mais conseguia prestar atenção. Ele abriu o cinto da calça, puxou o zíper até embaixo e vi sua cueca branca, com um cós de elástico grosso escrito "sexy, come and get it".
Eu virei o rosto para o lado e evitei observá-lo.
-... Por favor, tem como não falar sobre sua cachorrinha durante mais meio ano? - pediu.
Novamente o encarei. Zachary segurou o cós e abaixou a calça. Comecei a rir de nervosismo.
- Que foi? - perguntou.
- Nada! - controlei o riso. Estava sem saber onde colocar as minhas mãos, cocei a nuca, coloquei-as na cintura e, por fim, cruzei os braços.
- Não se preocupe... - piscou para mim. - ... é tu-do seu. - Caminhou para o banheiro.
Instintivamente, fui virando a cabeça e seguindo-o com os olhos para vê-lo de costas e que costas eram aquelas?! Neeeeeeeeeeessa!
Ele tirou a cueca e vi a marca de queimado da sunga de praia que tinha sido deixada ali para o deleite de poucas, quero dizer, eu ver. Murmurei bem devagar:
- Aiiiii, meu Deus!
Zachary deixou a porta do banheiro aberta. Caminhei até lá e fiquei conversando com ele enquanto tomava banho dentro do box de vidro fosco.
Sentei-me na tampa fechada do vaso.
- O que mais eu preciso saber? Você me deu um peixe e um cachorro. E daí?
- Bom, o que mais você quer saber? - ele abriu a porta do box e o vi completamente molhado, sob a ducha do chuveiro. Passou a mão no rosto para se livrar da água e me olhar melhor.
Virei-me para a parede, abruptamente, mas não adiantava fugir, lá estava sua imagem refletida no espelho.
- Ora, você gostava de ler meus livros, ouvir música, tem um computador no seu quarto... - esfregou o sabonete no corpo.
- Eu tenho um quarto só para mim? - perguntei.
- Tem! - Zachary terminou o banho, saiu do box e buscou a toalha pendurada.
- Aaaah! - gritei e tampei a boca com a mão.
Como se fosse a coisa mais natural do mundo, começou a secar as costas esfregando a toalha em um movimento de vai e vem.
- Pior que tem! Quando você veio morar comigo, fizemos um quarto para você. Minha mãe está dormindo lá agora.
- Ãnh... - engoli em seco.
Zachary continuou secando agora a cabeça, enquanto eu estava bem de frente para ele, na altura respectiva... Isso mesmo, eu não tinha nem voz para falar. Meu cérebro parou!
- Mas, por enquanto, você vai dormir comigo. É melhor, você vive pedindo mil coisas e, estando do meu lado, já ajuda. Fico menos preocupado. Tudo bem para você?
- Tudo... - levantei as sobrancelhas e franzi a testa. - Tudo... - recuperei o fôlego. - ... Tudo ó-ti-mo.
Ele caminhou de volta para o quarto e eu fiquei ali. Pa-ra-da, imersa ainda na nuvem quente de fumaça.
- Uauuu! - balancei a cabeça para os lados e me levantei.
Zachary colocou uma pilha de almofadas e travesseiros e eu perguntei para quê aquilo.
- Para seus pés que ficam sempre inchados. - informou.
- Hummm... - cocei a nuca. - ... Tem como você dormir vestido? - perguntei, constrangida.
- Eu estou vestido. - ele deitou-se de bruços.
- Bom, com alguma coisa maior que esses poucos centímetros quadrados de cueca!
Zachary levantou-se batendo o pé e resmungando.
- Que maravilha! - abriu o guarda-roupa e retirou uma camisa branca. - Está bom assim? - caminhou de volta para cama.
- Não tem nenhum shortinho não? - pedi.
- Aiiiiieeeeeeeee! - voltou para buscar uma bermuda comprida até o joelho. - Quer que eu coloque os sapatos também?
- Não, assim está bom.
Ele se jogou de bruços no colchão.
Fiquei olhando para o teto, não conseguia relaxar, nem dormir.
- Que foi? Está estranhando a cama? - perguntou.
- Basicamente isso... a cama e todo o resto.
- Vem cá... - ele sentou-se.  - ... Vire de lado, nesta posição de barriga para cima você faz muito peso sobre a coluna. - indicou-me como eu deveria ficar. - ... Agora feche os olhos. - pediu.
Eu fechei e senti sua respiração próxima ao meu pescoço. Ele puxou os fios do meu cabelo para trás e fez carinho na minha cabeça.
- Tenta relaxar completamente que o sono vem...
De repente, eu não vi mais nada.
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Hellooo!!
Ainda bem que a Vanessa já voltou pra casa ne!? Espero que assim
ela consiga se lembrar aos poucos da antiga vida dela com o Zac!!
E o que foi isso!? Hahahaha morri com o Zac indo tomar banho!!
Isso que eu chamo de tratamento de choque!!! hahaha
Se der certo posto ainda hoje mais um capítulo!!
Então comentem ai...
Obrigada pelos comentários!!!
Beijos e até qualquer hora...

3 comentários:

  1. morri aqui *-*
    que lindo o Zac com a V,hehe
    muitooo fofo
    e Vanessa,sua safada,gostando da visão né?!kkk
    posta mais hoje amore,kisses

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  2. ahhhh que fofo!! ainda bem que as coisas estão melhorando!!
    posta maisss

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  3. Aii mds ,kkkkk acho que agora a Nessa ja pode começar lembrar ne ,o Zac tambem n perde uma hein ,posta logoo ! bjs bjs

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