sexta-feira, 17 de abril de 2015

Enquanto você dormia (Vanessa)

Nuvens brancas. Paz. Sensação de ausência física. Silêncio e calmaria. A alma era apenas um estado de espírito sem ação material nenhuma que a revestisse.
Aos poucos, senti o levantar do meu diafragma e o ar enchendo os pulmões como se eu nascesse outra vez. Minhas pálpebras tremeram e um facho estreito de luz horizontal apareceu, depois, se ampliou e eu abri completamente os olhos.
- Minha filha! Ela acordou! - ouvi uma voz ao meu lado.
Fechei novamente os olhos, sentindo que a luz me irritava as vistas.
- Enfermeira, enfermeira, ela acordou!
Abri as pálpebras com esforço e vi um rosto acima do meu.
- Filha, você pode nos ouvir?
- Posso... - respondi, sentindo a voz sair pela primeira vez baixa e rouca da minha boca.
- É um milagre!
Meus dedos foram apertados por uma mão fria. Estava ainda muito fraca, como se eu fosse um corpo em câmera lenta, movendo-se em slow motion.
- Vanessa... - ouvi uma voz masculina. - Está nos ouvindo bem? Consegue falar?
Olhei-o. Agora conseguia distinguir mais claramente os detalhes da imagem antes embaçada e esfumaçada. Era um homem de jaleco branco e camisa azul por dentro. Tinha o cabelo grisalho caindo na testa. Sorriu.
- Oi... - respondi.
- Estamos felizes de ter você aqui de volta! Sua mãe está ao seu lado.
Virei meu rosto para ela e tomei consciência de sua presença.
- O que faz aqui? - perguntei, franzindo minha testa e sentindo a pele do meu rosto esticar com o movimento.
Ela tinha ido embora de casa. Por que voltara agora?
- Eu vim ficar ao seu lado, minha querida. - sorriu e acariciou o meu cabelo, enquanto sua mão não se soltava da minha.
- Por que eu estou aqui...?
Ela olhou-me por alguns segundos, como quem não entende a pergunta e depois procurou os olhos do doutor do outro lado da cama para pedir ajuda.
- Vanessa, qual a última coisa de que você lembra? - o homem perguntou-me.
- Não sei... - fechei os olhos, aquele esforço me deixava ainda mais cansada.
- Tente pensar em uma imagem, qualquer coisa. - pediu ele.
- Eu estou em casa e meu padrasto saiu para trabalhar como sempre... - respondi, lentamente.
- Claro. - ele aceitou aquelas poucas imagens como respostas. - Não precisa forçar, querida, aos poucos tudo vai voltar à sua mente.
- Mas o que aconteceu comigo para eu estar no hospital? - perguntei, pois queria uma resposta para meu estado.
- Você se lembra do Zachary? - minha mãe tentou ajudar.
- Não... Quem é Zachary? - fiz uma careta. - Por que todo esse suspense?
- Vanessa, você vai ter todas as explicações que quiser, mas só quando estiver mais forte para lidar com as situações. _ o médico me garantiu. - Agora eu vou fazer alguns testes com você e quero que me responda o que sente.
-  ... - não disse nada de volta. Estava terrivelmente confusa, como se minha cabeça fosse uma caixa com cacos de vidros que estivessem sendo chacoalhados.
- Você sente o quê? - perguntou-me.
- Que está fazendo cócegas no meu pé. - respondi com um sorriso. - Apertando o meu dedão... Agora, o dedo mindinho.
- Que maravilha! - ele vibrou em comemoração.
- Consegue levantar o seu braço? - pediu.
- Sim... - levantei-o, mas estava fraca para sustentá-lo no ar por muito tempo.
- Ótimo! - ele sorriu e fez anotações na sua prancheta. - Eu vou falar em particular com a sua mãe e depois ela ficará com você.
Eles se afastaram e eu ainda me senti sonolenta, com a cabeça pesada. Vi de canto de olho ambos conversando do outro lado do vidro que separava o quarto do corredor. Vez por outra, minha mãe olhava para mim e depois para o médico. Por que eles tinham um semblante de gravidade?
Minha mãe fechou a porta do quarto atrás de si sorrindo e puxou um banco para sentar-se ao meu lado.
- Mãe, você voltou?
- Voltei quando soube que você estava assim...
- E o meu padrasto, cadê? Ele sabe que estou aqui?
- Há muitas coisas que aconteceram enquanto você dormia.
- Vocês brigaram outra vez?
- Podemos falar só de você?
- É o que mais quero. Quanto tempo estou dormindo?
- Na prática, três semanas.
- Hum... três semanas. - repeti.
- Em teoria, um ano e meio. - acrescentou ela, meneando a cabeça para o lado.
- Um ano e meio! - senti um estado de pânico.
- Está tudo bem... - ela apertou minha mão com força e a beijou.
Olhei para os meus dedos da mão esquerda e vi uma aliança.
- O que é isso? O que aconteceu nessas três semanas? Eu casei?
- Casou.
- Quê? Como? Eu ainda estou no colégio!
- Não, você já está na faculdade. - ela corrigiu.
- Ai, meu Deus, eu não lembro de nada... - senti vontade de chorar.
- Hei, hei, meu amor, está tudo bem, a mamãe está contigo. - ela me abraçou e eu fiquei com as mãos no ar. Ela tinha voltado depois de tantos anos e eu nem conseguia digerir a situação ainda. Ao mesmo tempo, era a única pessoa de quem lembrava claramente e me sentia segura por isso. Deixei aos poucos minhas mãos repousarem em suas costas. - Você vai lembrar de tudo, mas só aos poucos.
- Então, eu não lembro o que aconteceu de um ano e meio para cá?
- É. - respondeu.
- E o que foi que se passou nesse tempo?
- Você se casou e... está grávida.
- Ãnh? O quê? - quase gritei e senti meu coração acelerar. - Não pode ser!
- Calma, querida, você vai ficar bem!
- Não, não, não posso estar grávida! - olhei para minha barriga e vi uma pequena elevação no lençol. - Nãããããão!
Aquilo não era uma doença que iria passar! Era uma criança dentro de mim e me assustava. Eu me sentia no corpo de outra pessoa, vivendo uma vida que não era minha.
- O seu marido é legal. Já pedi para avisarem que você acordou.
- Eu não quero ver. Eu não quero filho. Eu não...
Ouvimos um bip do aparelho ao meu lado e dois enfermeiros entraram no quarto às pressas.
- O que vocês fizeram comigo?! Por que estão brincando assim? Isso não se faz...
Minha mãe levou a mão à boca para não chorar e se afastou, dando passagem aos homens vestidos de branco. O médico voltou a entrar no quarto, olhou para minha mãe em repreensão e depois se inclinou sobre mim.
- Está tudo bem, querida, tudo bem. Você vai se sentir sonolenta e vai relaxar, ok?
O enfermeiro voltou com uma vasilha de metal prateada e tirou de dentro uma seringa. Injetou-a no fio preso no meu pulso.
Novamente, a sonolência aumentou e eu relaxei. Podia ouvir e sentir tudo ao meu redor, mas meu corpo ficou sem receber ordens do meu cérebro. Respirei profundamente. Fiquei neste estado por uns quinze minutos. Depois, vi minha mãe, mais uma vez, quieta ao meu lado.
Eu não poderia estar grávida ou casada se nem ao menos tinha me apaixonado de verdade por ninguém. Era uma situação completamente ilógica e sem sentido.
Reclamei de dores nas costas e eles me colocaram sentada. Repousei as mãos sobre a cama e tentei não olhar para a minha barriga. Afastei o pensamento de que estivesse carregando uma criança no ventre.
Vi um homem atrás do vidro do quarto chegar. Ele tinha o cabelo raspado e era bem forte. Seus músculos apareciam na camiseta sem mangas. Vestia uma calça jeans preta. Abriu a porta e caminhou na minha direção.
Ele deve ser o meu marido! Seria o tal Zachary de quem minha mãe perguntara? Foi a conclusão mais rápida a que cheguei quando ele me chamou de seu amor.
Aquilo me deixou assustada. Não o conhecia, como poderia querer me beijar! Afastei meu rosto, queria correr de medo.
- Quem é você?
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Oiiiiiii!!
Isso não pode ta acontecendo... A Nessa perdeu a memória... Mas ainda bem que
ela ta viva neh!? Agora ela só não pode fazer um loucura!!!
Ai tadinho do Zac vai sofrer mais um pouco... Quando isso vai ter
fim hein!?
Comentem ai...
Obrigada pelos comentários!!!
Entramos na contagem regressiva para o fim da fic!! Então como eu disse anteriormente 
dessa vez será de um jeito diferente!! Vou deixar no canto superior direito todas as
sinopses ai vocês leem as sinopses e depois votem na preferida de vocês
assim quando está acabar eu marco um dia pra o lançamento da próxima fic
e no dia da estreia eu já posto sinopse e o 1º capítulo!! Okay!?
Então beijos e até qualquer hora...

4 comentários:

  1. Ahhhhh SOS como assim ela perdeu a memoria?!! Que volte logo coitado do zac!!
    Posta mais hjjjj

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  2. ai meu Deus, não acredito !!! e agora??!!
    posta mais HOJE!! please to surtando

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  3. aiii nao me mata......posta maisss bjs

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  4. meu core não aguenta assim amore
    a Vanessa tem que recuperar a memória logo
    tadinho do Zac e do baby tbm
    posta mais,kisses

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