terça-feira, 14 de abril de 2015

Eu quero você de volta (Zachary)

Quando ouvi a voz de Vanessa no telefone, meu coração doeu no peito. Eu não conseguia manter a frieza, nem a imparcialidade.
- Zac, confia em Cristo. Do mais alto dos céus ele vai abrir o mar como fez com Moisés! Eu te...
Desligou.
Os policiais que estavam ouvindo tudo pelo viva-voz ficaram em silêncio por alguns segundos. Eu levei as mãos à cabeça e por fim sentei no sofá de casa.
- Eu vou arrumar o dinheiro. Eu quero a minha mulher e o meu filho de volta... - disse-lhes.
- Ela é muito cristã? A minha também é... - o investigador cruzou os braços.
- Não muito... - disse-lhe e, de repente, me ocorreu que aquela frase de Vanessa não era realmente típica. - ... Peraí! Ela está mandando uma dica de onde está!
- Quê? - Os dois homens me olharam com uma careta de incredulidade.
- O que ela disse mesmo? Do mais alto céus, Cristo alguma coisa... abrir o mar... - tentei me lembrar e senti que o nervosismo não estava deixando.
- Espere um pouco. - o investigador levantou a mão em minha direção e fez um gesto para interromper minha euforia. - Está me dizendo que sua mulher fala em códigos com você?!
- É. Eu ensinei a ela.
- Você ensinou a ela? - ele repetiu.
Eu não perdi tempo, peguei o bloco de anotações ao lado do telefone e escrevi a frase.
- Quais são as variantes para Cristo? - perguntei.
- Bom... - o policial realmente não estava dando crédito àquilo, mas não descartou a possibilidade. - ... Jesus, filho de Deus, Senhor... Sei lá.
- Pois bem, Cristo pode ser Cristo Redentor. Mais alto dos céus... ela está em um lugar alto e o Cristo fica de frente para Baía de Guanabara! Por isso, o mar!
- Mesmo assim ainda é vasto.
- Nós tínhamos o Rio de Janeiro inteiro, agora temos uma área menor! - eu tentei pensar positivo.
- Sim, irá ajudar! Mas temos que investigar mais sobre eles.
- Acho que a mãe de Vanessa pode saber. - informei-lhes e forneci o nome dela para que pudessem buscar onde estava.
Não acredito que traria justamente Michelle para perto de mim. Mas, sob essas condições, eu faria tudo. Até me unir à Michelle.
Eles a contataram e Michelle realmente foi uma peça-chave na união de dados que nos levassem aos homens. Mas aquela era uma dura e longa espera. Nada poderia dar errado. Qualquer erro custaria a vida de Vanessa.
Duas semanas se passaram e eu estava com o psicológico em frangalhos. A campainha não parava de tocar. Os amigos vinham me visitar e trazer palavras de conforto a todo instante.
Abri a porta para atender mais uma vez.
- Oi.
Era Michelle de mãos nos bolsos, cabelos presos em um coque e um sorriso de constrangimento.
- Oi. - continuei parado na porta.
- Como está? - perguntou.
- Pensei que tivesse voltado para...
- Não, vou ficar na casa de uma conhecida aqui até tudo se resolver. Quem sabe vocês não precisam de mim...
- Nesse caso, obrigado.
- Posso entrar?
- ... - pensei um pouco. Dei passagem. - ... Entre.
Minha mãe que estava na porta da cozinha olhou-me de cara feia, mas eu fingi que não vi.
Michelle sentou-se no sofá e eu me mantive de pé.
- Eu sei o que está sentindo. - ela falou.
- Não, não sabe. O que eu sinto é muito maior. - falei-lhe com rancor.
- As mães têm uma ligação forte.
- Só agora sentiu isso? - perguntei-lhe.
- Eu vim aqui em paz.
- Ok.
- Como o mundo dá voltas... - ela levantou-se e caminhou em minha direção devagar, olhando para os próprios pés, parou na minha frente e ergueu os olhos. Tocou no meu peito. - ... Eu sem querer estou sempre de volta à sua vida.
- Não está. - segurei a sua mão e a tirei de mim. - ... Você está na zona periférica. Porque o centro da minha vida agora é a Vanessa.
- O que encontrou nela, Zachary?
- O que encontrei é justamente o que está faltando agora. O que faz ficar esse grande buraco. - senti as lágrimas virem aos olhos. - É o que está tirando o sentindo da minha vida. Eu não sei nomear objetivamente, mas posso provar o gosto amargo do que é não ter o que encontrei nela.
- Bonito isso. Sentiu o mesmo por mim?
- Senti a perda. Mas sobrevivi. Agora não sei se posso dizer o mesmo dessa vez, não sei se agüento perdê-la. Porque a Nessa é alguém por quem vale a pena viver!
- ... - ela abaixou os olhos.
- Eu não quero ser estúpido, mas... vai embora? - pedi.
Ela engoliu em seco, virou as costas e fechou a porta atrás de si.
Minha mãe colocou a mão no meu ombro e eu sorri-lhe.
- Está tudo bem. _- caminhei até o quarto de Vanessa e fiquei parado à porta.
O cheiro dela estava ali. Seu perfume impregnava o ar vindo das cortinas, da roupa de cama, quem sabe dos vestidos do guarda-roupa... ou era só o meu pensamento?
A gaveta entreaberta da escrivaninha chamou-me a atenção. Caminhei lentamente até ela e tentei fechar, mas não consegui. Abri-a para ver o que estava empatando cerrá-la. Era um caderno de capa dura vermelha. Empurrei-o para dentro e depois fechei a gaveta.
Coloquei as mãos de volta no bolso da calça e caminhei para a saída. Parei. Cocei a nuca, virei-me e olhei a gaveta ainda mais uma vez. Retornei. Sentei-me diante da escrivaninha e reabri. Puxei o caderno.
_ “Zac, esse é o terceiro volume. Você nem imagina quanto ainda tenho a escrever...
Parei de ler e olhei-me no reflexo do espelho na parede. Terceiro? Para mim que ela escrevia? Puxei a gaveta para fora e encontrei mais dois cadernos. Sorri e depois comecei a rir e terminei com lágrimas nos olhos. Levantei-me, fui até sua cama. Tirei os chinelos e deitei. Senti o seu perfume no travesseiro. Fechei os olhos por uns segundos e depois voltei a folhear os cadernos. Deixei a luz do abajur ligada.
_ “Zac, eu comecei a escrever aqui neste caderno para lhe dar de presente um dia. Não é exatamente um fluxo contínuo de idéias. São coisas soltas na minha cabeça. Tudo para que você lembre de mim...
Aquilo era o maior tesouro que eu podia achar.
_ “Já reparou como os passarinhos nos vêem através do vidro fumê da janela? Como pode? Eu tento ficar paradinha como uma estátua, mesmo assim eles percebem o menor movimento e se assustam. Agora estou sentada no quarto vendo nosso jardim.
Olhei a janela e a imaginei ali no quarto de costas para mim, sentada à cadeira escrevendo. O cabelo ruivo liso caindo sobre suas costas. Os pequenos pés descalços. As pernas cruzadas.
_ “Um dia eu já fui um passarinho medroso. Selvagem. Voava para longe quando você se aproximava. Mas você me prendia pelos olhos. Quando me olha, põe minhas forças por terra. Não posso resistir. Eu sinto agora a sensação do nosso primeiro beijo. Você me quis tão apaixonadamente que até hoje estou sob o feitiço daquela porção mágica do amor. Só que você está longe e eu aqui sozinha te escrevendo...
Que ironia. Agora aquelas palavras se tornavam reais. Ela é que estava longe e eu ali em seu quarto lendo suas palavras.
_ “Mas eu sei quando você chega pelo barulho do coturno no chão, da chave titilando sobre o vidro da mesa. Eu fecho os olhos e espero que você venha me beijar a nuca e o pescoço”.
Senti meus olhos pesarem, havia dias que eu não dormia direito. Abracei-me ao seu caderno e ficou apenas aquela cena na minha mente. A pele lisa dos seus ombros e minha boca beijando-a. Eu a quero de volta para mim.
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Hellooo!!
Iiiih essa mãe da Vanessa hein!? Será mesmo que ela ta mudando ou é coisa da minha
cabeça???
AI MEU CORAÇÃOOO!!! A Vanessa escreveu três livros pro Zac!? É isso mesmo
produção!? Ai que fofo gente!!! ♥____♥
Isso tem que acabar logo e a Vanessa voltar pro Zac!! Só eu que vou chorar??
Comentem ai...
Obrigada pelos comentários!!!
Beijos e até qualquer hora...

2 comentários:

  1. Ai meu coração tadinhos ,duas semanas já? eu vou infartar e eu quero eles perto um do outro de novoo (ahhhh)posta mais bjs bjs

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  2. aii meu core *-*
    que perfeitooooo ♥♥♥
    meu Deus,Zac busca logo tua mulher,o que tá esperando?!
    gente amei isso da Vanessa escrever para o Zac
    e a Michelle?! sem coments,não acho que ela mudou
    posta mais hoje,pleaseee
    kisses

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