quinta-feira, 23 de abril de 2015

Penúltimo Capítulo: Tudo de volta ao normal... ou quase tudo (Zachary)

Atendi o telefone celular. Minha mãe sabia que não deveria ligar para o meu trabalho se a coisa não fosse realmente urgente.
- Oi. Fala.
- Zac, a Nessa não me parece muito bem.
- O que houve?
- Ela achou aquela caixa no armário e perguntou o que era.
A caixa com a arma!
- O que a senhora falou para ela?
- Eu contei que você guardava a arma ali e não sei o que deu nela, saiu da cozinha e foi para o quarto. Começou a revirar as gavetas, o computador, tudo...
- Ela deve ter se lembrado.
- Pode ser, não quis me responder, me pediu para deixa-la sozinha.
- Mãe, eu daqui a pouco chego aí... - olhei o relógio no pulso. - O expediente não vai demorar muito para acabar.
- Claro. E o que eu faço enquanto isso?
- Onde ela está agora?
- No quarto, como lhe falei, e está chorando.
- Droga... - senti-me impotente diante daquela situação.
- Ei, espere, ela entrou no banheiro. Pelo barulho do chuveiro, está tomando banho.
- Não faz nada. Deixe ela quieta que eu vou sair daqui voando.
- Tudo bem. Eu só fiquei preocupada com o bebê, ela não pode ficar nervosa.
- Não pode mesmo! - concordei e desliguei o telefone.
Se alguma coisa tinha disparado a memória de Vanessa, ela certamente devia estar em parafuso. Preparei-me para o pior e cheguei em casa afoito, com o coração na mão de tanta preocupação. Estava também um pouco inseguro de que não ficássemos bem. Ela tinha um humor tão oscilante que nada me surpreendia mais.
Encontrei minha mãe vendo a novela das sete, quando abri a porta da sala.
- Cadê a Nessa? - deixei a pasta e as chaves do carro na mesa.
- Está lá na varanda dos fundos, sentada.
Eu caminhei pelo corredor, atravessei a cozinha e parei na soleira da porta. Podia vê-la dali na cadeira de balanço feita de fibras de plástico entrelaçadas. Ela gostava de ficar nela desde que a compramos em uma feira. A luz fraca e amarelada da varanda, junto com a quietude e o silêncio da noite só irrompido por um grilo escondido em algum lugar próximo formavam um cenário de quadro antigo, rupestre.
- Nessa? - chamei-a.
Ela assustou-se e virou o rosto para trás, tinha o cabelo molhado e estava com um vestido branco de alças comprido.
- Zac. - ela levantou-se e sorriu.
Não entendi nada, pensei que a encontraria em prantos e estava com um brilho diferente nos olhos. Eles cintilavam de emoção, mas uma emoção feliz, exultante.
Correu para mim e me abraçou. Eu, inteiro, era um ponto de interrogação. Afastei seu rosto do meu peito para verificá-lo melhor.
- Eu te amo. - disse-me. - Eu te amo. - sorriu. - Eu te amo muito. - repetiu rindo alto e segurando meu rosto com as duas mãos como se há muito tempo não me visse.
- Você lembrou do que faltava.
- Lembrei. - fez um sinal positivo com a cabeça.
- Nessa, é você agora, completa. - ri também, me sentindo um bobo, mas um bobo feliz. - Eu também te amo! - beijei-a com vontade.
- Zac, eu te amo duplamente agora por tudo que fez por mim. Me desculpe por não ter lembrado, me desculpe quando te disse que não gostava de você, era mentira...
- Não diz nada. - silenciei sua boca com meu polegar. - Não importa, não era verdade, eu sabia. Vem comigo... - puxei-a pela mão até a sala e chamei minha mãe.
- Que foi?
- Ela se lembrou de tudo, mãe! -contei-lhe para que não ficasse tão aflita quanto estava ao me ligar. - Agora é a minha Nessa. - abracei minha linda garota por trás e beijei-lhe os lábios quando virou o rosto para mim.
- Vocês dois vão ser muito felizes ainda. - minha mãe tocou no meu queixo e no da Nessa.
- Sempre fomos. - Nessa disse. - Desde que conheci seu filho maravilhoso que sou feliz. - ela pôs suas mãos sobre os meus braços que envolviam sua barriga.
- Viu como eu sou ótimo, mãe?
- Não ligue, Nessa, ele é um convencido. - minha mãe balançou a cabeça para os lados e foi para a cozinha com a desculpa de que ia esquentar o jantar, mas sei que era para me deixar a sós com Vanessa.
- Eu quero aproveitar tudo ao seu lado. - Vanessa virou-se de frente para mim e acariciou meu rosto e meu cabelo, sentindo-me pelo tato, queria tocar nos braços, nos ombros para acreditar que era ainda tão real quando o tempo parara na sua memória.
- Eu vou tomar um banho. - disse-lhe ao ouvido. - Depois comer alguma coisa porque estou com uma fome de leão e...
Ela riu antes mesmo que eu pudesse terminar.
- ... depois o leão aqui vai querer ser muito bem cuidado.
- Tá bom, vai lá leãozinho. - ela riu.
Eu me enfiei debaixo do chuveiro e me senti exultante de felicidade. Mal podia esperar para curtir o resto da noite ao lado da minha linda e maravilhosa mulher.
- Zac! - ouvi um grito aflito de Vanessa.
Fechei o chuveiro para parar o barulho da água caindo. Senti os pingos escorrendo pelo meu rosto.
- Zachary! Zachary! - era a voz da minha mãe agora, surrando a porta. - A Nessa...
Eu abri a porta do box e me enrolei na toalha assustado.
- O que está acontecendo? - falei antes de virar a maçaneta da porta.
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Olaaaaa!!!
Chegamos ao penúltimo capítulo já... :'(
Deve ter sido um choque pra Vanessa ter lembrado da parte do sequestro não é!?
Mas ainda bem que tudo ficou bem...
Ou quase tudo... Ai o que será agora hein!?
Será que ela se machucou?? Ou será que o Davizinho ta chegando??
Ai meu coraçãoooo ♥♥
Comentem ai...
Obrigada pelos comentários!!!
Beijos e até qualquer hora...

5 comentários:

  1. O que aconteceu?!
    Eu quero saber rsrsrs
    Ansiosa para o próximo capítulo

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  2. vc ainda me mata com esses capítulos
    nem acredito que a Nessa se lembro ♥♥♥
    mas o que aconteceu????
    espero que não seja nada de ruim
    posta mais amore,kisses

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  3. a bolsa estourou né.......tomara,nao qro q seja outra coisa

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  4. Ai mds quanta emoção,tomara que seja o davi.que pena que ja ta acabando ,posta logo bjs bjs

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  5. Cara,tenho quase certeza que a bolsa estourou,só pode!!
    Meu deus,imagine esse bebê como vai ser lindo velho

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