domingo, 19 de abril de 2015

Recomeçar a amar (Zachary) - Parte 2

- Posso entrar? - perguntei para que ela não me olhasse com tanto medo.
Não respondeu, continuou acompanhando meus movimentos com os olhos enquanto eu pegava a cadeira para sentar ao seu lado.
- O que se diz nessas horas? - ri, nervoso.
- ... - sorriu um ensaio de sorriso.
- É... - cocei a testa com o polegar, procurei as melhores palavras. - Imagino que deve ter sido estranho para você acordar casada e grávida.
- Foi assustador. - respondeu.
Aquilo doeu de ouvir. Tudo de maravilhoso que vivemos era como um filme de terror para ela?
- Não liga, eu também estou bem constrangido, sabe? Você me conhece, quero dizer... - revirei os olhos. - ... você me conhecia tão bem e agora eu preciso me reapresentar. Capitão Zachary, às suas ordens. - estendi a mão.
Ela riu e segurou minha mão. Se eu pudesse lhe dizer que sentir o toque dos seus dedos me dava vontade de agarrá-la e cobri-la de beijos...
- Capitão do quê? - quis saber.
- Ah! Eu sou militar.
- Hum... - ela levantou as sobrancelhas. - Zachary... - foi à primeira vez que me chamou pelo nome, mas com a solenidade que eu não queria. - Eu sei que, teoricamente, nós moramos juntos... Mas, onde vou ficar?
- Como assim, meu am..., Nessa?
- Minha mãe me falou que eu não preciso forçar nada, nem ser sua esposa, que não seria justo comig...
- Ela falou isso? - interrompi-a e franzi a testa, ultrajado.
- É. Achei estranho, porque ela deveria querer que eu ficasse perto de você. Não que eu queira isso, não me entenda mal, mas...
- Nessa, Nessa, ouça. - fiz um sinal com a mão para me deixar falar. - Está vendo isso aqui? - mostrei a aliança a ela. - É um sinal de que, um dia você, mesmo que não lembre, acreditou em mim. O que vivemos não foi só amor, foi amizade também. Não vou obrigá-la a ser o que era antes de modo algum! Seremos amigos, bons amigos.
- Eu não sei se vou voltar a amá-lo como quer e acabaria eu mesma me cobrando isso.
- Me dê uma chance de tentar?
- Tentar o quê?
- Fazer você me conhecer de novo.
- Eu não tenho outra alternativa, não é? Estou esperando um filho seu.
- Nosso. - corrigi.
- Sinto-me como em um casamento arranjado que nunca quis e com um homem que me apresentaram no dia da cerimônia! - ela estava mais agoniada do que eu imaginara.
- É só uma chance, se não quiser, você pode me deixar.
- Como pode me dizer uma coisa dessas?
- É o amor. E o amor faz coisas como as que eu fiz que nem imagina, melhor, nem lembra.
- Desculpe.
- Eu não quero desculpas, só uma chance. - pedi.
- Podemos tentar. Amigos?
- Amigos. - acariciei seus dedos. - Você sabia que tem um batalhão de fotógrafos lá fora?
- É mesmo?
- É. - ri. - Vou tentar arrumar um jeito de te tirar daqui sem que te vejam.
- Por favor!
- Quem sabe a gente escape na calada da noite? - propus.
- Isso. - sorriu.
Era a minha linda Vanessa com seu sorriso rosado e os olhos de quem me desconhecia.
Lá no fundo, em algum lugar subterrâneo do seu coração, ainda estavam guardados os escritos de nossa história e eu a ajudaria achar.
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Oiiiiiii, demorei mas aqui estou com mais um capítulo!!
Eu ainda tenho a impressão que no fundo, no fundo mesmo a Michelle
não quer que ela se o lembre da vida que teve com o Zac!! 
Bom já foi um grande começo eles serem amigos!! Mas ainda quero eles como
um casal, concordam!? Que a memória dela volte logo.... :S
Comentem ai...
Obrigada pelos comentários!!!
Beijos e até qualquer hora...

3 comentários:

  1. aii tadinho do zac,ta sofrendo d+....posta maisss

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  2. Eu quero Zanessa de volta ,logo ,ainda tem os cadernos né!Posta logo bjs bjs

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  3. oooo judiação com o Zac
    Vanessa,ajuda tbm né?!

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