sábado, 18 de abril de 2015

Recomeçar a amar (Zachary) - Parte 1

Olhei para o rosto de Vanessa e achei, por uns segundos, que ela estivesse me desconhecendo, mas não podia ser isso. Nós nos amávamos, éramos casados e estávamos esperando a chegada do nosso filho!
- Que isso?... - sorri e balancei a cabeça para os lados. - Está brincando comigo, minha querida?
- Por favor, não me beije. - ela pediu quando cheguei mais perto para lhe fazer carinho. Disse isso quase como quem olha alguém que está prestes a atacá-la.
- Zachary? - ouvi a voz de Michelle atrás de mim. Se ela tinha algo a ver com isso, era bom mesmo que estivéssemos no hospital, porque eu ia perder a razão e esganá-la!
- O que está acontecendo aqui? - perguntei, agora com a voz irritada.
Ela bebeu a água que trazia no copo e depois olhou para Vanessa, fez carinho no rosto da filha e sorriu. Era real a cena que eu estava enxergando ou precisava ser medicado contra alucinações?
- Nós vamos conversar um pouco ali fora e depois voltamos para ficar com você, minha querida. Tudo bem? - beijou-lhe a testa. - Vem comigo, Zachary.
Eu continuei parado onde estava, olhando para Vanessa na esperança de entender que brincadeira de mau gosto era aquela que as duas faziam comigo. Será que algum programa resolveu colocar uma câmera escondida e, por trás desta, uma platéia dava gargalhadas da pegadinha?
- Zachary? - Michelle chamou-me mais uma vez da porta.
Eu coloquei as mãos na cintura, depois respirei fundo. Cocei a barba rala no queixo e decidi segui-la. Paramos na sala de espera.
- Eu quero uma ótima explicação para isso.
- Zachary... Você vai ter que ser forte... - Michelle colocou a mão no meu braço.
- Não me toque! - afastei-me eletrizado por aquele contato, tinha nojo daquela mulher. Ela supostamente envenenara Vanessa contra mim. - O que você falou para Nessa?
- Zachary, quer um pouco de água? Se acalme, as pessoas estão olhando... - ela olhou discretamente para os lados.
- Eu não me importo que olhem! E quem é você para dizer isso? Já falou para o mundo inteiro nossa história. Não duvido que até os sultões do Oriente Médio já saibam, nem que algum escritor já tenha começado a escrever um best seller sobre o caso...
- Zachary, posso falar?!
- ...  - parei e a olhei de lado, disposto a ouvir algo coerente que elucidasse aquilo.
- Ela não se lembra de nada.
- Quê?!
- Pode ser que se lembre... que se lembre...um dia. Mas, por enquanto, só se recorda de um pouco antes de ter te conhecido. Ela não sabe quem você é.
- Quem eu sou? - ri. - Eu sou o marido dela, eu sou o pai do filho que ela está esperando... - comecei a enumerar, apontando para os dedos. - ... Eu arrisquei a minha vida para salvá-la.
- Eu sei! Mas ela não lembra! Ela não lembra! - foi enfática.
Eu senti que o mundo começava a girar e o rosto das pessoas ficaram embaçados. Precisava de ar. Caminhei para a porta do hospital.
- Sua esposa acordou?
- Como ela está?
- A criança sobreviveu?
Um batalhão de repórteres de plantão dispararam flashs sobre mim e direcionaram seus microfones, gravadores e celulares para a minha boca.
- Gente, ela está bem. - Michelle apareceu e se incluiu no círculo da imprensa.
Aproveitei para fugir deles e pedi para a recepcionista que chamasse o médico de Vanessa. Ela pegou o telefone e fez uma ligação. Depois, anunciou que ele me esperava.
- Obrigado.
Quando entrei na sala do médico, ele já percebera pela minha inquietude que eu tinha recebido a notícia.
- Ela vai levar quanto tempo para lembrar de tudo? - era a pergunta que me martelava.
- Não posso te dar garantias. Mas tenho que lhe dizer que ela é muito sortuda.
- Sortuda? Ela perdeu o passado que tinha comigo...
- Os homens pedem demais de Deus... - ele riu e balançou a cabeça para os lados. - ... Eu não queria lhe dizer para não te tirar as esperanças, mas muitas pessoas saem do coma com seqüelas gravíssimas, sem movimentar os braços e as pernas, perdem visão, a voz, entre outras tantas conseqüências ruins. Sua esposa está com todos os reflexos físicos ótimos. Isso sim é que é um milagre. Eu, como médico, acredito na ciência, mas também sou formado de parte humana e posso dizer que foi um verdadeiro milagre. Sem contar no filho de vocês se desenvolvendo muito bem.
Engoli em seco.
- Ela vai precisar de muito carinho...
Ouvimos alguém bater na porta e o médico disse que podia entrar. Era Michelle.
- Fique à vontade. - indicou a cadeira ao meu lado. - Estava justamente falando para seu genro que a Vanessa vai precisar de muita atenção e afeto.
- Claro, não faltará isso a ela! - Michelle garantiu.
_É importante que a deixem comandar o processo de lembrança. Não forcem, nem façam perguntas demais. Respondam o que ela perguntar, mas sem pressões, isso poderia bloquear ainda mais os mecanismos de recuperação da memória.
- Faremos isso. - ela disse e eu só conseguia ficar mudo.
- Hei, meu rapaz... - ele bateu com a ponta da caneta na mesa para chamar minha atenção. - Eu tenho uma mulher há quarenta anos e ainda acho que ela não me conhece completamente. - riu. - Se a Vanessa nunca mais vier a se lembrar, conquiste-a outra vez. Você não é o “Don Juan”? - fez aquela piadinha sem graça.
Eu não ri, olhei-o longamente e não consegui dizer nada.
- Deixe ela ficar com a mãe, ao menos por esses dias.
- Na minha casa? - perguntei.
- Há algum problema nisso? - ele estranhou meu questionamento.
Se soubesse o que estava me pedindo, se ao menos estivesse por dentro de todo o terremoto que foi o meu passado com Michelle.
- Eu li os jornais. - comentou, lendo meu pensamento. - Acho que agora o que importa para os dois é lutar por Vanessa.
- É o que nós faremos, não é Zachary? - Elisa colocou sua mão sobre o meu ombro.
- É. - disse aquilo com toda a força que arranquei de mim.
Ao sairmos da sala, novamente, fiquei a sós com Elisa.
- Eu sei que não gosta de mim. - ela introduziu o assunto. - Nem eu quero invadir a sua privacidade. Não ia me sentir bem com a sua mãe sobre o mesmo teto. Só gostaria que não me privasse de visitá-la.
- Tudo bem. Se é para o bem dela, eu aceito. Mas, gostaria de pedir que fosse no horário em que eu estivesse no trabalho.
- Como preferir. - sorriu e encolheu os ombros.
- Eu quero vê-la, saí de lá tão bruscamente...
- Lembre-se, não force nada! - pediu. - Vou até a casa da minha amiga tomar um banho e comer alguma coisa.
- Certo. - consenti com a cabeça.
Eu estava receoso de voltar a vê-la dessa vez. Não era a Vanessa que estava naquela cama e sim uma mulher que me desconhecia. Isso significava que nossa história tinha sido arrancada do livro da vida bruscamente.
Olhei-a pelo vidro que nos separava. Parecia dormir.
Eu tinha que ter força. Era minha missão agora recomeçar e ensinar a Vanessa me amar outra vez. Será possível conquistar duas vezes a mesma mulher?
Girei a maçaneta e o pequeno barulho do ranger das dobradiças a despertou.
_____________________________________________
Oiiiiiii!!
Só eu que tenho a impressão que no fundo, no fundo mesmo a mãe da Vanessa
não quer que ela se o lembre da vida que teve com o Zac!? Espero que
seja só coisa da minha cabeçinha mesmo!! 
Será que o Zac vai conseguir conquistar a Vanessa de novo??
Será que ela vai aceitar ir pra casa do Zac???
O que será que vai acontecer agora???
Ai quantas dúvidas!!!
Comentem ai...
Obrigada pelos comentários!!!
Beijos e até qualquer hora...

3 comentários:

  1. aii jesus cristinho,espero que a memória da Nessa volte logo
    e se não voltar,que ao menos volte a amar o Zac
    posta mais amore,pleasee
    kisses

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  2. Ahhh que a Michelle nao esteja com essa intenção nao! Pelo bem da nessa, posta maiss

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  3. Ai que confusão ,tadinho do Zac ,tomara que ela se lembre logo! Posta logo bjs bjs

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